Secretário de Defesa dos EUA critica democratas em sabatina acalorada
Durante uma intensa sabatina, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, acusou os democratas de minar os esforços contra o Irã. Ele defendeu gastos militares que já chegam a US$ 25 bilhões.

No último depoimento ao Comitê de Serviços Armados da Câmara, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, enfrentou um rigoroso interrogatório que durou cerca de seis horas. Durante essa sessão, Hegseth não hesitou em criticar os democratas, que, segundo ele, se tornaram os maiores inimigos na luta contra o Irã, rotulando o conflito como um atoleiro.
Hegseth argumentou que as declarações da oposição servem apenas para favorecer a propaganda do regime iraniano, o que, em sua visão, compromete a posição dos Estados Unidos. Essa declaração ocorreu em um momento em que os gastos militares já são motivo de debate, com o diretor financeiro do Pentágono, Jay Hurst, revelando um custo estimado de US$ 25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões) até agora.
No entanto, a credibilidade desse valor é questionada, uma vez que fontes informaram à CNN Internacional que ele não inclui os reparos necessários nas bases americanas no Oriente Médio, que sofreram danos severos. Este gasto atual representa 13% do montante de US$ 188 bilhões destinado à Ucrânia, o que foi alvo de críticas por parte de Donald Trump em sua campanha eleitoral.
O Departamento de Defesa está solicitando US$ 1,5 trilhão para o próximo ano, um valor que ultrapassa a média histórica e contrasta com as promessas de Trump de evitar novos conflitos internacionais. Durante a sabatina, Hegseth foi questionado sobre a necessidade de continuar investindo bilhões em defesa e respondeu: “Quanto vale garantir que o Irã nunca terá uma bomba nuclear?”.
Essa afirmação, no entanto, gerou desconforto, pois contradiz declarações anteriores de que o programa nuclear iraniano seria destruído em 2025 pela Operação Martelo da Meia-Noite, com relatos recentes indicando que os ataques atrasaram o programa apenas por alguns meses. Apesar da desaprovação da maioria da população americana em relação ao conflito, Hegseth reafirmou que a guerra é uma ameaça existencial aos EUA e que o país está vencendo. Ele enfrentará um novo escrutínio nesta quinta-feira (30), quando retornará ao Congresso para responder a perguntas da Comissão de Serviços Armados do Senado.
Fonte: D24AM