Senado aprova Universidade Federal Indígena com apoio de Eduardo Braga
O Senado aprovou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind) para promover educação superior a povos indígenas. A expectativa é que as atividades iniciem em 2027.

Na última quarta-feira, dia 15 de novembro, a Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal deu um passo importante ao aprovar o projeto de lei 6.132/2025, que estabelece a Universidade Federal Indígena (Unind). Esta proposta já havia sido aprovada anteriormente na Câmara dos Deputados e agora segue para votação no plenário do Senado.
O relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), destacou que a sede da Unind será em Brasília, mas com uma estrutura multicêntrica. Isso significa que a universidade contará com campi em várias regiões do Brasil, visando atender as necessidades específicas dos povos indígenas, que possuem uma diversidade étnica enorme, especialmente no Amazonas.
Braga enfatizou a relevância de integrar saberes ancestrais à educação formal ao afirmar que "defendo fervorosamente que tenhamos uma universidade indígena multicampi para levar conhecimento, progresso e prosperidade aos povos indígenas". Ele também lembrou que, apesar dos avanços na demarcação de terras, a vida dos povos indígenas ainda precisa de melhorias significativas.
O senador, que já foi governador do Amazonas, ressaltou a importância de sua experiência ao implementar cotas para a população indígena nas universidades estaduais. Ele mencionou que muitos desses profissionais formados retornam às suas comunidades, contribuindo para o desenvolvimento local em áreas como medicina, direito e educação.
Entre os pontos destacados no relatório, está a exigência de que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados exclusivamente por docentes indígenas. A universidade também terá autonomia para criar seus processos seletivos, assegurando uma porcentagem mínima de vagas para estudantes indígenas. As atividades acadêmicas estão previstas para começar em 2027, com uma oferta inicial de dez cursos de graduação, visando atender aproximadamente 2,8 mil alunos nos primeiros quatro anos.
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