Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña em meio à crise
O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña devido a um escândalo com o Ueno Bank. A crise gerou protestos e preocupação com os clientes afetados.

No dia 6 de outubro, o Senado do Paraguai tomou a decisão de aprovar o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio a uma grave crise política que gira em torno do escândalo relacionado ao Ueno Bank. A votação culminou em 44 votos a favor da destituição do chefe de Estado, refletindo a insatisfação crescente da população e dos parlamentares.
A crise financeira do Ueno Bank levou à sua intervenção pelo Banco Central paraguaio, após sérios problemas de solvência que deixaram milhões de clientes sem acesso aos seus recursos. Essa situação gerou protestos em várias partes do país, com cidadãos exigindo respostas e soluções imediatas para o problema que afetou suas economias.
Os parlamentares expressaram suas preocupações em relação à fiscalização do banco e à condução da intervenção, questionando também o destino dos recursos públicos que estavam depositados na instituição. Apesar de um pedido da equipe jurídica de Peña para um prazo adicional de 72 horas para apresentar sua defesa, a solicitação foi negada pelo Senado.
Na quinta-feira, 5 de outubro, o presidente Santiago Peña chegou até a apresentar uma carta de renúncia, embora essa não tenha sido formalmente aceita, deixando o país em um estado de incerteza política. As acusações que embasaram o impeachment incluem alegações de conflitos de interesse, interferência na fiscalização regulatória e desvio de recursos previdenciários.
A crise também se manifestou nas ruas de Assunção, onde manifestantes se reuniram para exigir responsabilização e a rápida devolução dos valores aos correntistas. Enquanto alguns clientes começaram a ter acesso aos seus depósitos, as autoridades tentam acalmar o mercado e garantir a proteção dos depósitos, na expectativa de que a instabilidade não afete todo o sistema financeiro do país. O Brasil, como principal parceiro econômico do Paraguai, também acompanha a situação de perto, já que a continuidade da instabilidade pode impactar a confiança nas instituições do país.
Fonte: D24AM