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Senador Camilo Santana propõe lei para barrar advogados parlamentares em crimes

Camilo Santana, líder do PT no Senado, protocolou um projeto que proíbe parlamentares de atuarem como advogados em crimes contra a vida, batizado de 'Lei Ana Clara'.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituralegislação, direitos, código penal
Senador Camilo Santana propõe lei para barrar advogados parlamentares em crimes
Foto: Camilo Santana apresentou projeto de lei para impedir que parlamentar advogado atue em ações criminais (Foto: Lula Marques/ABr)

BRASÍLIA – O senador Camilo Santana (PT-CE), que também é um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou nesta quarta-feira (21) um projeto de lei voltado a proibir a atuação de parlamentares como advogados em processos judiciais relacionados a crimes contra a vida. O projeto, denominado "Lei Ana Clara", faz referência ao trágico caso da criança de 5 anos assassinada a tiros de fuzil.

A proposta surge em um momento crítico na corrida eleitoral, especialmente após a campanha petista pressionar o senador Flávio Bolsonaro, que em 2024 defendeu o policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado do crime que vitimou Ana Clara. O tema foi abordado pelo presidente Lula durante o último debate presidencial, onde questionou diretamente Flávio sobre sua conduta.

Desde a discussão levantada no debate, o caso gerou um aumento significativo de buscas e interações nas redes sociais, refletindo a estratégia da campanha de Lula para desestabilizar a imagem do adversário. Uma pesquisa recente da Quaest aponta que a rejeição ao candidato do PL alcançou 52%, enquanto a rejeição ao presidente Lula caiu para 47%.

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O projeto de Camilo Santana estabelece que deputados federais, distritais e estaduais, senadores e vereadores não poderão exercer a advocacia em processos relacionados a crimes contra a vida, tanto em situações de acusação quanto de defesa. O objetivo é evitar conflitos de interesse que possam prejudicar a integridade das investigações e julgamentos em casos graves.

Em sua justificativa, o senador enfatiza que, embora todo acusado tenha direito à defesa, a proposta visa prevenir conflitos que podem surgir da atuação simultânea de um parlamentar como advogado. “Busca-se prevenir conflitos entre o patrocínio de interesses particulares, os deveres da representação pública e a independência da investigação e do julgamento desses delitos”, afirmou Camilo Santana ao protocolar a proposta no Senado.

Fonte: Amazonas Atual

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