Série Águas Passadas revela memórias dos igarapés de Manaus na TV
A série documental Águas Passadas, produzida por Ykamiabas, estreia no Amazon Sat, mostrando a relação de moradores com os igarapés de Manaus.

A série documental Águas Passadas, criada pela produtora amazonense Ykamiabas Produções, estreia no canal Amazon Sat nesta quarta-feira, dia 22, às 11h, no horário de Manaus. Composta por cinco episódios de 26 minutos, a série explora diversos igarapés da capital amazonense, destacando histórias, memórias e resistências que ainda existem nas margens das águas da cidade.
O projeto busca investigar a conexão entre o meio ambiente e a identidade dos habitantes de Manaus, apresentando como os igarapés são portadores não apenas de água, mas também de cultura e memória afetiva. A produção ressalta os impactos da urbanização, o descarte irregular de resíduos e a degradação dos cursos d’água, além de valorizar iniciativas de preservação ambiental que surgem em resposta a esses desafios.
Cada episódio é dedicado a um território específico e às histórias das pessoas que construíram laços com os igarapés. A jornada começa na região da Cachoeira Grande, no bairro São Jorge, e segue por outros locais como o Igarapé do Franco, Igarapé do Quarenta, Igarapé do Passarinho e, por fim, chega ao Igarapé Água Branca, reconhecido como o último igarapé urbano limpo de Manaus.
Ao todo, a série conta com a participação de 25 personagens, incluindo moradores, artistas e ativistas. Entre eles, está o cineasta Moacy Freitas, de 85 anos, que compartilha suas memórias sobre a transformação ambiental da cidade. A atriz Rita Lisboa também traz relatos sobre a atuação de sua mãe como lavadeira no Igarapé do Quarenta, ressaltando a importância histórica e cultural desses espaços.
A diretora Keylla Gomes afirma que a série tem como objetivo destacar as histórias humanas por trás dos problemas ambientais. “Buscamos olhar para as pessoas e suas lembranças, mostrando como os igarapés fazem parte da formação da cidade”, comenta. A série, que conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, é um importante passo para manter viva a memória dos igarapés e a conscientização sobre sua preservação.
Fonte: Portal Amazônia