Simone Tebet defende revisão de gastos sem retirar direitos
A ex-ministra Simone Tebet afirmou que é possível cortar despesas no Brasil sem afetar direitos sociais, propondo uma atualização nas políticas públicas.

A ex-senadora e ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou em entrevista à GloboNews, nesta terça-feira (27), que o Brasil pode sim cortar gastos públicos sem comprometer direitos da população. Ela enfatizou a importância de repriorizar as despesas, realizando uma revisão nas políticas que não se justificam mais nos dias atuais.
Segundo Tebet, o Brasil possui o que ela chamou de "gordura" no orçamento, que se refere a desperdícios e práticas corruptas. "Lamentavelmente, a gordura é sempre pelo lado ruim, que vai da corrupção à sua negação, a gastos tributários que já não se justificam", declarou a ex-ministra.
Ela ainda reiterou que a revisão de gastos deve ser encarada como uma oportunidade para redirecionar investimentos para áreas que realmente atendem às necessidades da população. "Governar diferente é repriorizar gastos para investir onde as pessoas realmente consideram essenciais", completou.
Sobre o endividamento crescente das famílias brasileiras, Tebet atribuiu parte do problema à liberação das apostas no País sem a devida regulamentação e ao crédito facilitado por fintechs. Ela responsabilizou o Banco Central por não ter percebido a situação, que começou na gestão anterior, e mencionou que reconhece a competência de Roberto Campos, ex-presidente da instituição.
"É fundamental que o Banco Central analise essa omissão, pois o crédito facilitado e a distribuição excessiva de cartões estão contribuindo para o endividamento das famílias", concluiu. A ex-ministra também observou que, apesar da situação fiscal do País, a geração de empregos e o aumento do salário mínimo não são os fatores principais para o aumento do endividamento, mas sim a facilidade de acesso ao crédito.
Fonte: Amazonas Atual