Sobrevivente de chacina em Manaus deixa UTI e inicia recuperação
Dilma Cilene Lima Sampaio, única sobrevivente da chacina que matou três pessoas, recebeu alta da UTI e se recupera. Suspeito do crime, Ezenilson Silva, foi preso e detalhou o caso.

Manaus - Dilma Cilene Lima Sampaio, a única sobrevivente ferida na chacina que resultou na morte de três pessoas, teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio nesta quinta-feira, 20 de outubro. Agora, ela se encontra em recuperação em uma enfermaria da unidade de saúde e não corre risco de morte.
O crime ocorreu no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, e teve como principal suspeito Ezenilson Silva de Sousa, que foi preso na última segunda-feira, 17 de outubro, poucas horas após o ocorrido. Ele foi levado de volta ao local do homicídio para a reconstituição dos fatos, onde descreveu em detalhes a execução brutal do ex-sogro e pastor Francisco das Chagas, da filha dele, Isabela Coelho Moraes, e do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira de Lima.
Segundo as investigações realizadas pela Polícia Civil do Amazonas, Ezenilson estava endividado em R$ 19 mil com um agiota e enfrentava ameaças de morte caso não quitasse o valor. Ele se dirigiu à casa do pastor, que frequentemente o ajudava financeiramente e cuidava do neto de Ezenilson, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em busca de dinheiro, mas foi recusado pelo pastor.
Após a recusa, o suspeito perdeu o controle e iniciou as agressões. O crime se desenrolou em um imóvel de três andares, onde Francisco, que morava no terceiro andar, foi a primeira vítima. Guilherme, que residia no segundo andar, foi atacado ao acordar com os barulhos, e Isabela morreu ao tentar defender o pai e o professor. Dilma, moradora do térreo, foi a última a ser ferida ao investigar a movimentação.
Após os assassinatos, Ezenilson, que usava luvas, não deixou o local de imediato, pois procurava dinheiro e objetos valiosos. Ele conseguiu furtar celulares e um cofre com R$ 900. Cerca de duas horas após o crime, ele saiu por volta das 7h, levando os itens furtados e descartando a arma do crime em um igarapé próximo. Durante o trabalho da perícia técnica, Ezenilson levantou suspeitas devido a arranhões no pescoço. A Polícia o identificou em diligências, encontrando características que se assemelhavam às dele, além de uma bolsa utilizada durante o crime. Ezenilson permanece preso à disposição da Justiça.
Fonte: D24AM