Startup Amapaense Leva Bebidas da Amazônia ao Mercado de Luxo Europeu
Produzidas com frutas nativas, bebidas artesanais buscam sofisticação e sustentabilidade. Startup planeja expansão para a Europa.

No município de Mazagão Novo, no Amapá, uma startup inovadora está transformando a bioeconomia local ao elaborar bebidas artesanais com frutas da região, como açaí, taperebá, caju e cupuaçu. Utilizando processos naturais e sem aditivos químicos, a empresa visa conquistar o mercado de luxo na União Europeia.
A ideia de criar essas bebidas surgiu entre os bancos da faculdade de Nutrição, quando o fundador Grimaldo Melo, nutricionista responsável pelas receitas, percebeu a oportunidade de agregar valor aos frutos amazônicos. O objetivo é reinventar o açaí, tradicionalmente consumido com peixe e charque, tornando-o uma bebida apreciada por paladares exigentes.
Com a ajuda de cursos do Sebrae Amapá e a visita a propriedades locais, a startup desenvolveu métodos próprios para a produção de suas bebidas. A equipe é composta por profissionais qualificados, incluindo Antônio Ferreira, irmão de Grimaldo, que é formado em gastronomia e possui experiência em Enologia, e a esposa do fundador, que lidera a estratégia de marketing e expansão.
O projeto não se limita apenas à produção das bebidas, mas também busca combater a sangria amazônica, um fenômeno em que os lucros da industrialização das matérias-primas não permanecem na região. Ao transformar a matéria-prima em produtos complexos, a startup agrega valor tanto para a localidade quanto para os moradores.
Atualmente, as bebidas estão disponíveis no mercado local, com vendas em Macapá e através das redes sociais. A startup está se preparando para uma expansão nacional e já enviou amostras para a região Sudeste. Nos próximos cinco anos, o foco é consolidar a marca na Europa, buscando identificar os países mais receptivos às inovações. Segundo Grimaldo Melo, “o propósito é transformar os fermentados de frutas amazônicas em um símbolo de sofisticação e sustentabilidade da Amazônia para o mundo”.
Fonte: Portal Amazônia