Startup cria tecnologia inovadora para monitorar mineração na Amazônia
A Geodatin desenvolveu uma plataforma que utiliza imagens de satélite para monitorar exploração mineral em áreas protegidas da Amazônia, integrando o projeto Amazônia Minada.

A Geodatin, uma startup de tecnologia, lançou uma plataforma que permite cruzar dados sobre a exploração minerária em terras indígenas e unidades de conservação na Amazônia. Essa inovação faz parte do projeto Amazônia Minada, que visa identificar conflitos entre pedidos de mineração e áreas protegidas.
A startup é resultado da experiência de pesquisadores em geotecnologia que perceberam a dificuldade de interpretação de dados territoriais. A Geodatin inicialmente focou em projetos acadêmicos, mas viu uma oportunidade de mercado ao transformar esses dados em plataformas digitais acessíveis.
Diêgo Costa, cofundador da Geodatin, explica que a plataforma simplifica a visualização de informações complexas, permitindo que tomadores de decisão analisem os requerimentos de exploração mineral em relação a áreas protegidas. “Conseguimos transformar um grande volume de dados em uma ferramenta que facilita a visualização desses cenários”, afirma Costa.
Desde sua participação no Programa Centelha, a Geodatin expandiu seus serviços, desenvolvendo soluções para monitoramento de desmatamento, recursos hídricos e incêndios florestais. Atualmente, a empresa atende diversas organizações, incluindo o terceiro setor e órgãos públicos, além de contribuir para o projeto MapBiomas.
Com cerca de 20 a 30 soluções criadas desde sua participação no programa, a Geodatin tem se destacado pela automação de análises ambientais. Em Pernambuco, por exemplo, a startup criou uma ferramenta que integra bases de dados para agilizar processos de licenciamento ambiental. “Nosso objetivo é transformar dados complexos em informações úteis para a tomada de decisão”, conclui Costa.
Fonte: Portal Amazônia