Taxa da seca pode ser retomada em setembro no Amazonas e gera preocupações
A taxa da seca, que impacta o transporte fluvial no Amazonas, pode ser cobrada novamente em setembro, afetando o custo de vida da população e o setor produtivo.

Manaus pode enfrentar a volta da taxa da seca a partir de setembro, o que já está gerando reações no setor produtivo do estado. Essa sobretaxa é aplicada por empresas de navegação para compensar o aumento nos custos operacionais durante os períodos de estiagem.
No Amazonas, os rios desempenham um papel crucial no transporte de mercadorias. No entanto, a redução do nível das águas compromete a navegabilidade, obrigando as embarcações a operar com cargas menores, o que eleva o custo do frete.
A cobrança da taxa foi implementada em 2023, durante uma das mais severas estiagens já registradas na região. Com a previsão de outra seca intensa, algumas empresas já sinalizaram que pretendem retomar a sobretaxa a partir do dia 5 de setembro, conforme as diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A Antaq requer que as empresas informem os clientes com pelo menos 30 dias de antecedência sobre a aplicação da taxa. Dependendo da empresa e do tipo de carga, essa taxa pode ultrapassar R$ 9 mil por contêiner, impactando diretamente as operações de importação e exportação em Manaus.
Bruno Loureiro, presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), alerta que a combinação da estiagem com a taxa pode elevar o custo de vida dos amazonenses. Ele destaca que o comércio não conseguirá absorver esses custos adicionais, repassando-os para a população, o que pode diminuir ainda mais o poder de compra dos cidadãos em um estado que já enfrenta desafios econômicos.
Fonte: D24AM