Taxas de sub-registro de nascimentos e óbitos no Amazonas superam médias nacionais
IBGE aponta que, em 2024, o Amazonas teve taxas de sub-registro de nascimentos e óbitos superiores às médias nacionais, com destaque para municípios do interior e faixas etárias mais jovens.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 20 de outubro de 2024 as Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos. Segundo o levantamento, o Amazonas apresentou taxas superiores às médias nacionais tanto para sub-registro de nascidos vivos quanto de óbitos em 2024.
No estado, o percentual estimado de sub-registro de nascidos vivos foi de 4,4%, mais de quatro vezes acima da média brasileira, de 0,9%. O índice também ficou acima da média da Região Norte, que foi de 3,5%. O total estimado de nascidos vivos no Amazonas foi de 66,3 mil. Entre os municípios, Barcelos registrou o maior percentual de sub-registro de nascidos vivos (29,7%), seguido por Santa Isabel do Rio Negro (16,9%) e Manacapuru (14,8%).
Em relação à subnotificação de nascidos vivos apurada pelo Ministério da Saúde, o Amazonas registrou 0,6%, valor próximo ao da região Norte (0,6%) e acima da média nacional (0,4%). Atalaia do Norte apresentou o maior percentual do estado (7,8%), seguido por Ipixuna (5,3%) e Manaquiri (4,7%).
Os dados do IBGE mostram que o sub-registro de nascidos vivos foi mais elevado entre mães com menos de 15 anos de idade, atingindo 14,6%. Entre mães de 15 a 19 anos, o percentual foi de 6,9%. A partir dos 25 anos, os índices ficaram abaixo de 4%, subindo novamente apenas na faixa de 45 a 49 anos (5,7%).
Quanto ao sub-registro de óbitos, o percentual estimado no Amazonas foi de 8,8%, mais que o dobro da média nacional, de 3,4%, mas inferior ao índice da Região Norte (11,4%). O total estimado de óbitos no estado foi de 20,5 mil. Barcelos e Japurá apresentaram os maiores percentuais de sub-registro de óbitos, com 50,2% e 50,1%, respectivamente. Em números absolutos, Manaus concentrou o maior total estimado de óbitos, com cerca de 12,3 mil registros.
A subnotificação de óbitos apurada pelo Ministério da Saúde foi de 1,1% no Amazonas, acima da média brasileira (1,0%) e inferior à da região Norte (1,2%). São Sebastião do Uatumã teve o maior percentual do estado (16,7%), seguido por Urucurituba (11,8%), Juruá (8,7%) e Atalaia do Norte (7,1%).
O sub-registro de óbitos foi mais elevado entre crianças e adolescentes. Entre menores de 1 ano, o índice foi de 19,0%, acima da média nacional (10,8%), mas abaixo da Região Norte (26,6%). Na faixa de 10 a 14 anos, o percentual chegou a 21,5%. Entre adultos, os percentuais ficaram abaixo de 10% na maior parte das faixas etárias acima de 20 anos. Homens apresentaram taxa de sub-registro de 9,8% e mulheres, de 7,35%.
Os dados evidenciam que municípios do interior, especialmente em áreas de difícil acesso, continuam enfrentando desafios para o registro oportuno de nascimentos e óbitos.
Fonte: D24AM