Terceiro suspeito é preso por assassinato de professor em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas prendeu Adílio Gonçalves, envolvido na morte do professor Manoel Guedes. A investigação revela um crime brutal coordenado por três pessoas.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), através da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), realizou na última sexta-feira, dia 17 de outubro de 2025, a prisão de Adílio Gonçalves do Nascimento, conhecido como Loirinho. Ele é acusado de participar do assassinato do professor universitário e psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 40 anos.
Manoel foi reportado como desaparecido em 20 de julho de 2025, e seu corpo foi encontrado posteriormente em um terreno localizado nos fundos do antigo prédio da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Segundo o delegado Ricardo Cunha, a vítima foi atraída para uma emboscada na madrugada do dia 21 de julho, onde foi brutalmente atacada por pelo menos três indivíduos.
O professor era amplamente reconhecido por sua generosidade, ajudando moradores de rua com suporte financeiro e emocional. Na ocasião de sua morte, ele apresentava sinais de embriaguez, o que foi explorado pelos criminosos para executar o ataque. A prisão de Adílio marca o fim do ciclo de detenções dos três principais suspeitos envolvidos nesse crime horrendo, conforme afirmou o delegado.
As investigações indicam que o assassinato foi orquestrado de maneira coordenada, com os criminosos utilizando a fachada de catadores de material reciclável para observar possíveis vítimas na área. O primeiro autor identificado, José Carlos de Souza Neto, conhecido como Sucata ou Lacraia, iniciou o ataque estrangulando Manoel para asfixiá-lo. Em seguida, Adenilson Medeiros Rocha, conhecido como Bisteca, e Adílio Gonçalves participaram do ataque para garantir que a vítima não pudesse reconhecê-los.
Após o crime, os pertences de Manoel foram subtraídos e seu corpo foi abandonado em uma cena de extrema violência. A Polícia Civil, juntamente com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), já havia prendido Adenilson no dia 22 de julho e José Carlos em 20 de setembro, completando agora a prisão de todos os envolvidos. O delegado Ricardo Cunha afirma que a continuidade da prisão preventiva dos suspeitos é essencial para evitar que novos crimes ocorram e ressalta o compromisso da Polícia Civil em esclarecer crimes violentos na cidade, com os autores enfrentando acusações de homicídio qualificado e roubo.
Fonte: D24AM