Terremoto na Colômbia: Entenda a relação com os abalos na Venezuela
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, causando 20 mortes. Entenda a relação com os tremores na Venezuela e suas origens tectônicas.

Na última segunda-feira, 10 de outubro, a Colômbia foi abalada por um terremoto de magnitude 7,4, que foi sentido em diversas regiões do país. A tragédia resultou na morte de ao menos 20 pessoas, conforme informações da imprensa internacional.
Esse evento sísmico traz à memória os terremotos que ocorreram na Venezuela em junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5. A proximidade geográfica entre os dois países levanta questões sobre uma possível relação entre esses tremores, mas especialistas afirmam que as origens tectônicas dos eventos são distintas.
Conforme o geofísico Bruno Collaço, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), as regiões que estão próximas das bordas das placas tectônicas são as que concentram a maior parte dos terremotos do mundo, assim como os mais intensos. Ele destaca que a Colômbia está próxima da interação entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana, um fenômeno conhecido como subducção.
Essa interação tectônica não afeta apenas a Colômbia, mas também outros países da região como Equador, Peru, Chile e Bolívia. Já a configuração tectônica da Venezuela é diferente, sendo os seus tremores causados pela interação entre as placas Sul-Americana e do Caribe, resultando em um cenário mais complexo.
O terremoto que ocorreu na Colômbia teve seu epicentro a cerca de 5 quilômetros de San José del Palmar e ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 96 quilômetros. Uma réplica de magnitude 5 foi registrada posteriormente, a 16 quilômetros do epicentro inicial. Embora o tremor tenha sido sentido em cidades como Cali, Pereira, Manizales e Quibdó, em Bogotá, não houve grandes danos materiais, segundo o prefeito Carlos Galán.
Fonte: D24AM