Tese sobre patrimônio documental do Amazonas é premiada em nível nacional
A pesquisa de Leandro Coelho Aguiar, da Ufam, ficou em segundo lugar no Prêmio Nacional de Arquivologia 2025, destacando a gestão do patrimônio no Amazonas.

A tese intitulada “Buscando sentido no caos: a gestão do patrimônio documental na administração pública do Amazonas”, escrita por Leandro Coelho de Aguiar, professor do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), conquistou o segundo lugar no Prêmio Nacional de Arquivologia Maria Odila Fonseca 2025. Esta premiação, uma das mais importantes da área, é promovida pelo Arquivo Nacional e reconhece os melhores trabalhos relacionados à Arquivologia no Brasil.
Leandro Coelho Aguiar comentou sobre a importância dessa conquista, ressaltando que “receber esse reconhecimento do Arquivo Nacional tem um significado profundo”. Ele enfatizou que a pesquisa foi realizada no Amazonas, sobre o Amazonas e sob a orientação de um professor da própria Ufam, demonstrando a força da pesquisa regional desenvolvida pela universidade.
Defendida em 2024 no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Ufam, a tese aborda a gestão e preservação do patrimônio documental no Amazonas, contribuindo para o debate sobre a memória e identidade coletiva da região. A pesquisa foca na administração pública durante a Primeira República, entre 1889 e 1930, analisando a estrutura administrativa e as práticas documentais daquela época.
Utilizando a abordagem da História dos Arquivos, Aguiar investigou documentos oficiais e notícias da época para entender a evolução das práticas arquivísticas. Ele destacou que, embora houvesse um reconhecimento da importância da gestão documental, as práticas do período eram afetadas por instabilidades políticas e socioeconômicas, resultando em uma gestão fragmentada e empírica.
A pesquisa completa pode ser acessada na Biblioteca de Teses e Dissertações da Ufam. A defesa da tese foi realizada por uma banca composta por professores da Ufam e um membro remoto, e Leandro Aguiar, que é também presidente da Associação Nacional de História – Seção Amazonas, expressou que a premiação possui um valor afetivo, já que foi aluno da professora Maria Odila Fonseca, homenageada pelo prêmio.
Fonte: Portal Amazônia