Tibira: o primeiro caso de morte por homofobia no Brasil documentado
Tibira do Maranhão foi assassinado em 1614, sendo a primeira vítima fatal de homofobia no Brasil. Sua história é um marco na luta contra a LGBTfobia no país.

Tibira do Maranhão, assassinado com um tiro de canhão em uma praça pública, é reconhecido como a primeira vítima fatal registrada de homofobia no Brasil. O crime ocorreu em 1614, na cidade de São Luís, e é considerado um marco triste na história da violência contra a população LGBTQIAPN+ no país.
A homofobia, tipificada como crime no Brasil desde 2019, representa um dos problemas sociais mais sérios enfrentados pela sociedade brasileira. Apesar dos avanços em direitos civis e sociais, os índices de violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ ainda são alarmantes, com milhares de homicídios registrados desde o século passado devido à intolerância.
O caso de Tibira foi resgatado em 2014 pelo historiador Luiz Mott, que publicou o livreto intitulado 'São Tibira do Maranhão Índio Gay Mártir'. Hoje, Tibira é visto como um símbolo de resistência na luta pelos direitos LGBTQIAPN+, representando uma parte da história frequentemente silenciada.
O documentário 'Tibira do Maranhão', produzido pelo canal Museu da Transviada, explora a vida do indígena da etnia tupinambá. Tibira foi acusado de sodomia por missionários franceses e executado em plena praça pública, em um contexto de colonização que desconsiderava a diversidade cultural e sexual dos povos indígenas.
Desde a chegada dos colonizadores europeus, a forma de vida plural dos povos originários foi transformada, e práticas como a homossexualidade foram condenadas. A história de Tibira destaca essa brutalidade histórica e a luta contínua contra a LGBTfobia, reforçando a importância de reivindicar a memória de vítimas como ele.
Fonte: Portal Amazônia