Transporte público em Manaus é paralisado brevemente em protesto contra PEC da escala 61
Nesta quarta-feira (27), uma paralisação rápida no transporte público de Manaus surpreendeu usuários. O ato foi uma forma de pressionar parlamentares sobre a PEC 61, que altera a jornada de trabalho.

Manaus viveu uma manhã de surpresas nesta quarta-feira, dia 27, quando uma rápida paralisação no sistema de transporte público afetou trabalhadores e estudantes. O protesto, que gerou impactos imediatos na mobilidade urbana, foi organizado para pressionar a bancada de parlamentares do Amazonas a votarem contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 61.
A mobilização teve início nas primeiras horas do dia e provocou um cenário caótico, com longas caminhadas e plataformas superlotadas nos terminais de integração. Manifestantes bloquearam acessos e orientaram passageiros a desembarcarem dos ônibus, resultando em dificuldades significativas para quem se deslocava.
Os efeitos da paralisação foram mais evidentes no Terminal de Integração 1 (T1) e ao longo da Avenida Constantino Nery, onde milhares de manauaras foram forçados a seguir a pé pelas calçadas e pistas do Bus Rapid Transit (BRT) para não perderem compromissos importantes. A ação teve como objetivo claro pressionar os parlamentares para que votem contra a PEC da escala 61.
Os organizadores do ato ressaltaram a importância de demonstrar a força e a mobilização da classe trabalhadora local diante das decisões políticas que impactam diretamente suas vidas. De acordo com lideranças, a jornada de trabalho atual atende a necessidades econômicas específicas da região, que devem ser preservadas.
Após a paralisação, os manifestantes liberaram as vias e as operações nos terminais de integração foram normalizadas. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) confirmou que a frota de ônibus já opera plenamente, embora ainda existam reflexos no trânsito da cidade.
Fonte: D24AM