Três venezuelanos detidos em Manaus por esquema de pirâmide financeira
Na quarta-feira (8), a Polícia Civil prendeu três venezuelanos envolvidos em um esquema internacional de pirâmide financeira. A operação revelou a movimentação de milhões em um esquema com falsas promessas de rentabilidade.

MANAUS – Na última quarta-feira, dia 8 de novembro, a Polícia Civil prendeu três venezuelanos, todos com 30 anos, suspeitos de liderar um esquema internacional de pirâmide financeira que prometia altas rentabilidades de forma enganosa. A ação faz parte da Operação Quéops, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com o apoio das forças policiais do Amazonas e do Rio Grande do Sul.
Os três indivíduos foram capturados em locais diferentes, sendo que os líderes foram detidos na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, enquanto o responsável pela movimentação financeira do esquema foi preso em Manaus. A investigação teve início após uma denúncia feita por uma vítima ao Distrito Federal, o que levou à quebra de sigilo bancário de um dos líderes do grupo.
A quebra de sigilo revelou que um dos suspeitos, que declarou uma renda modesta e chegou a receber auxílio emergencial durante a pandemia, movimentou valores que ultrapassam a casa dos milhões. Além disso, a empresa utilizada para operar o esquema, que possuía um capital social de apenas R$ 1 mil, registrou transações milionárias, levantando suspeitas sobre a legalidade das operações.
O funcionamento do esquema era estruturado em etapas, começando pela atração de vítimas com promessas de lucros altos. Após conquistar a confiança dos investidores, o grupo pagava rendimentos falsos e, em seguida, convenciam as vítimas a instalar programas de acesso remoto em seus computadores, alegando que eram necessários para operar as plataformas. Quando tentavam sacar seus investimentos, os criminosos exigiam novos depósitos e, caso as vítimas se negassem, bloqueavam seu acesso e desapareciam.
Os valores obtidos pelo esquema eram rapidamente diluídos em contas de passagem, empresas de fachada e criptomoedas, dificultando assim o rastreamento das transações. Os três venezuelanos que foram detidos agora respondem pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, enfrentando graves consequências legais por suas ações fraudulentas.
Fonte: Amazonas Atual