Trikafta reduz internações no SUS por fibrose cística em até 85%
O medicamento Trikafta diminuiu as internações por fibrose cística no SUS em até 84,8%. Mais de 2,4 mil pacientes estão em tratamento na rede pública.

O uso do medicamento Trikafta, voltado para o tratamento da fibrose cística, apresentou resultados impressionantes, reduzindo as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) em até 84,8%. Essa informação foi divulgada durante um evento realizado na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília, nesta quinta-feira, dia 6.
Desde que o Trikafta começou a ser disponibilizado na rede pública há quase dois anos, mais de 2,4 mil pacientes têm se beneficiado dessa terapia de alto custo. Na rede privada, o custo médio de uma caixa do medicamento gira em torno de R$ 194,5 mil, podendo alcançar até R$ 2,5 milhões ao ano por paciente.
Os dados também revelam que o uso do Trikafta resultou em uma diminuição de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar entre os pacientes. Além disso, observou-se uma melhora significativa na função pulmonar, com um aumento médio de 10 a 14 pontos, redução de ciclos de inflamação e infecção, e uma diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos.
O estudo que embasou essas informações foi realizado ao longo de um ano e avaliou 647 pessoas, incluindo crianças, adolescentes e adultos. Este acompanhamento foi feito em 39 centros de referência em todo o Brasil, com foco na terapia tripla moduladora que envolve os medicamentos elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor, coletivamente conhecidos como Trikafta.
Para ter acesso ao medicamento, os pacientes podem retirá-lo em farmácias de alto custo mediante apresentação de uma receita médica devidamente emitida e carimbada por um especialista. O tratamento é administrado em casa, por via oral, seguindo as diretrizes que consideram o quadro clínico de cada paciente. A fibrose cística é uma condição genética rara que provoca a produção de muco espesso e pegajoso, afetando os pulmões e o sistema digestivo, resultando em tosses persistentes e infecções respiratórias.
Fonte: D24AM