Trump reclama de não receber Nobel da Paz após alegar encerramento de guerras
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou sua insatisfação nas redes sociais por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, que foi concedido à juíza Navi Pillay.

Em uma recente publicação nas redes sociais, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou seu descontentamento por não ter sido agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. A honraria foi entregue à juíza sul-africana Navi Pillay, que faz parte da Corte Internacional de Justiça (CIJ).
Trump utilizou sua plataforma na rede Truth Social para destacar o que considera ser os grandes feitos de sua administração no cenário internacional. Ele afirmou ter encerrado oito conflitos armados, estar perto de finalizar outros dois e ter contribuído para a libertação de reféns israelenses no Oriente Médio. Além disso, o ex-presidente destacou sua atuação para impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.
Na mesma declaração, o líder republicano mencionou ter resolvido um conflito na Venezuela e capturado o que ele descreveu como o “ditador violento” do país, referindo-se a Nicolás Maduro, apesar de a Venezuela não estar oficialmente em guerra. Ele expressou sua incredulidade ao afirmar que, mesmo com essas ações, ele e os Estados Unidos não receberam o prêmio: “UAU!”.
A juíza Navi Pillay, ao receber a premiação, fez uma ironia sobre as declarações de Trump durante seu primeiro discurso após o anúncio. Ela comentou que, se recebesse muitos aplausos, talvez precisasse dividir o prêmio com o ex-presidente, fazendo alusão ao gesto da oposicionista venezuelana María Corina Machado, que no ano anterior presenteou Trump com a medalha que havia recebido.
O descontentamento da administração de Trump ocorre em um momento de tensão crescente na diplomacia. Na última sexta-feira, dia 9, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo pacote de sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), da qual Pillay também faz parte. A administração Trump acusa a corte de agir com motivações políticas e de tentar processar cidadãos americanos e israelenses ilegalmente por supostos crimes de guerra.
Fonte: D24AM