TSE determina retirada de vídeo de crianças atacando Lula por Nikolas e Flávio
O TSE ordenou que Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro retirem um vídeo de suas redes sociais onde crianças criticam Lula. A decisão foi tomada em 13 de outubro e estabelece um prazo de 24 horas.

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência da República, devem retirar de suas redes sociais um vídeo que apresenta crianças fazendo críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governo federal. A ordem foi assinada na terça-feira, 13 de outubro, pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que impôs um prazo de 24 horas para a remoção do material.
A decisão do TSE se aplica a conteúdos publicados nas plataformas Instagram, Facebook, X e WhatsApp. Até o momento em que esta matéria foi escrita, o vídeo ainda estava acessível nos perfis de Nikolas Ferreira no Instagram, Facebook e X, enquanto no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, a publicação já havia sido excluída pelo administrador do grupo.
O Estadão tentou entrar em contato com Nikolas e Flávio, mas ainda não obteve retorno. Caso a ordem não seja cumprida, as plataformas envolvidas deverão ser notificadas para que os vídeos sejam removidos no mesmo prazo de 24 horas após a comunicação. Vale ressaltar que a determinação não implica na suspensão total dos perfis ou canais dos parlamentares.
A decisão foi motivada por um pedido da coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que acusou os parlamentares de disseminar propaganda eleitoral negativa, desinformativa e difamatória. O vídeo em questão foi publicado no Dia das Crianças, em 12 de outubro, e mostra crianças associando Lula e seu filho, conhecido como Lulinha, a problemas como insegurança, furtos e aumento de preços.
Ao avaliar o vídeo, o ministro Bellizze concluiu que a publicação ultrapassa os limites aceitáveis da propaganda eleitoral negativa ao explorar a imagem de crianças para impactar psicologicamente o eleitor. Ele destacou que a narrativa pode intensificar o apelo emocional e vincular o candidato a questões sociais sem que essa relação seja justificada pelos dados apresentados. “O vídeo em evidência ultrapassa a barreira do razoável ao tentar atingir o eleitor psicologicamente”, afirmou o ministro.
Fonte: Amazonas Atual