TSE irá decidir sobre candidaturas que podem impactar eleições em 3 estados
O TSE analisará as candidaturas de Anthony Garotinho, Deltan Dallagnol e Dr. Furlan, cujos resultados das urnas podem ser alterados por questões jurídicas.

SÃO PAULO – O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 não é o fim da linha para três candidatos que enfrentam desafios legais. Anthony Garotinho (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Dr. Furlan (PSD) têm suas candidaturas contestadas, e agora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidirá sobre os impactos dessas contestações nas votações.
A situação jurídica dos candidatos é variada. Enquanto Deltan Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná e Dr. Furlan conquistou o governo do Amapá, Garotinho não conseguiu avançar para o segundo turno no Rio de Janeiro. No entanto, o TSE deve se pronunciar sobre as candidaturas, o que pode alterar os resultados eleitorais.
Anthony Garotinho teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em 11 de setembro, devido a uma condenação por improbidade administrativa. A discussão gira em torno da contagem do período de oito anos de inelegibilidade, que se iniciou por conta de uma condenação durante o governo de sua esposa, Rosinha Matheus.
Novos desdobramentos ocorreram na véspera da votação. O ministro Floriano de Azevedo Marques, relator no TSE, revogou uma liminar que favorecia Garotinho, mantendo os votos recebidos pelo candidato como anulados sob o status de sub judice. Contudo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, decidiu que esses votos devem ser considerados até a análise da situação pelo colegiado da Corte.
No Paraná, a situação de Deltan Dallagnol também é delicada. Ele conquistou a segunda vaga no Senado com cerca de 25% dos votos, porém sua candidatura está sob análise judicial devido à sua saída do Ministério Público Federal. A legislação prevê inelegibilidade em casos semelhantes, e a decisão do TSE sobre Dallagnol pode ter efeitos significativos na distribuição das vagas e no cenário político local.
No Amapá, Dr. Furlan venceu com 281.595 votos, representando 62,75% dos votos válidos, mas sua candidatura continua sob revisão pelo TSE. O processo se originou de uma contestação do Ministério Público Eleitoral, com a alegação de que a renúncia de Furlan à prefeitura de Macapá ocorreu em meio a um processo que poderia levar à cassação de seu mandato. A situação permanece indefinida, com o resultado final a depender das decisões do TSE.
Fonte: Amazonas Atual