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Violência Online Contra Mulheres Jornalistas Aumenta, Aponta Relatório da ONU Mulheres

Um relatório divulgado pela ONU Mulheres revela que 12% das mulheres jornalistas e ativistas enfrentaram violência online, incluindo compartilhamento não consensual de imagens pessoais.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraviolência online, jornalismo, direitos das mulheres
Violência Online Contra Mulheres Jornalistas Aumenta, Aponta Relatório da ONU Mulheres
Foto: (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um estudo recente realizado pela ONU Mulheres, em parceria com TheNerve e outras organizações, revela um aumento alarmante na violência online contra mulheres. O relatório, intitulado Ponto de Virada: Violência Online, Impactos, Manifestações e Reparação na Era da IA, indica que 12% das mulheres defensoras de direitos humanos, ativistas, jornalistas e trabalhadoras da mídia relataram ter sofrido o compartilhamento não consensual de imagens pessoais, incluindo conteúdo íntimo.

Além disso, o documento aponta que 6% das entrevistadas foram vítimas de deepfakes, enquanto quase um terço delas recebeu propostas sexuais indesejadas através de mensagens digitais. Essas estatísticas refletem um cenário preocupante, onde a violência online se torna uma ameaça constante para as mulheres que atuam em esferas públicas.

O relatório ainda destaca que 41% das mulheres participantes do estudo admitiram se autocensurar nas redes sociais como uma forma de evitar abusos, e 19% relataram fazer o mesmo no ambiente profissional devido à violência online. Entre as jornalistas e trabalhadoras da mídia, esse número é ainda mais alarmante: 45% relataram autocensura nas redes sociais em 2025, um aumento de 50% em comparação a 2020.

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A chefe da Seção de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres, Kalliopi Mingerou, enfatizou que a inteligência artificial está tornando os abusos mais acessíveis e prejudiciais. Ela afirmou: “Isso está alimentando a erosão de direitos duramente conquistados em um contexto marcado pelo retrocesso democrático e pela misoginia em rede”, ressaltando a necessidade urgente de respostas adequadas às vítimas.

O relatório também revela que 22% das mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia estão mais propensas a denunciar incidentes de violência online à polícia, um aumento significativo em relação aos 11% registrados em 2020. Essa mudança indica uma maior conscientização e uma pressão crescente para que os responsáveis sejam chamados à responsabilidade, refletindo um desejo de melhorar as condições de segurança para as mulheres na profissão.

Fonte: D24AM

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