Voepass: 16 Indiciados pela Queda de Avião em Vinhedo, SP
A Polícia Federal indiciou 16 pessoas, incluindo o presidente da Voepass, pela queda de avião que causou 62 mortes em agosto de 2024. O caso gera repercussão e investigações sobre segurança aérea.

A Polícia Federal (PF) anunciou nesta quinta-feira, dia 6 de setembro de 2024, o indiciamento de 16 pessoas envolvidas na queda da aeronave da Voepass Linhas Aéreas, que ocorreu em Vinhedo, São Paulo. A tragédia, que aconteceu em agosto do mesmo ano, resultou na morte de 62 pessoas, sem sobreviventes. Entre os indiciados, destaca-se o presidente da companhia, José Luiz Felício Filho.
Segundo a PF, a Justiça Federal determinou que todos os indiciados estão proibidos de deixar o Brasil. Aqueles que se encontram fora do país deverão retornar, enquanto o Ministério Público Federal (MPF) analisa o inquérito policial para decidir quais pessoas enfrentarão acusações formais. Quinze dos indiciados enfrentam a acusação de atentado contra a segurança do transporte aéreo, enquanto um, o comandante do voo, foi indiciado por falsidade ideológica.
Dentre os indiciados por atentado à segurança do transporte aéreo, estão o diretor-presidente da Voepass, o comandante do voo anterior ao acidente, um mecânico que não realizou manutenção adequada, e outros diretores e responsáveis operacionais da empresa. As penas para esse crime variam de 4 a 12 anos de prisão, podendo dobrar em caso de mortes.
A PF também requisitou à Justiça Federal o compartilhamento de informações da investigação com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para apurar possíveis falhas na fiscalização da companhia. O delegado chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, comentou que foi detectada uma “cultura de omissão” na Voepass, que não parecia se restringir apenas ao nível dos mecânicos, mas sim uma estratégia implantada pela gestão da empresa.
Conforme a investigação, a aeronave não tinha as condições adequadas para operar, apresentando problemas significativos, como a inoperância de equipamentos essenciais para voos sob condições adversas. Apesar dos avisos de falhas durante o voo, os pilotos não tomaram as medidas necessárias, sendo que já havia relatos de problemas em voos anteriores que não foram devidamente reportados. Familiares das vítimas consideraram as ações da empresa como criminosas, afirmando que havia conhecimento dos riscos por parte dos profissionais envolvidos.
Fonte: D24AM