Acre mantém baixo desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal
O Acre continua com um dos piores desempenhos em democracia ambiental, segundo o Índice de Democracia Ambiental, divulgado em julho. O estado registrou apenas 35,5 pontos e enfrenta desafios na proteção de defensores ambientais.

O Acre permanece entre os estados com o pior desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal, conforme o Índice de Democracia Ambiental (IDA) divulgado no dia 2 de julho pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e pela Transparência Internacional Brasil. Embora tenha havido uma leve melhora em sua pontuação, o estado continua na faixa considerada ruim em relação à proteção de defensores ambientais.
No levantamento, o Acre registrou um aumento de 26,5 pontos na edição anterior para 35,5 nesta última avaliação. Mesmo com essa evolução, o estado ainda figura entre os cinco com pior desempenho na região amazônica, ocupando uma posição preocupante no indicador de proteção aos defensores, que passou de 2,5 para 2,9 pontos, ficando à frente apenas de Roraima, com 0,8 ponto.
O IDA analisou um total de 120 indicadores que avaliam a eficácia da União e dos nove estados da Amazônia Legal em assegurar transparência, acesso à informação, participação social, acesso à Justiça e proteção de direitos socioambientais. Na classificação geral, os estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas e Maranhão obtiveram notas consideradas regulares, enquanto Acre, Tocantins, Rondônia, Amapá e Roraima se enquadraram na faixa ruim.
O estudo também destacou que a proteção de defensores ambientais foi o aspecto mais crítico, com uma média geral de apenas 15,1 pontos entre os estados. Apenas Mato Grosso, Maranhão e Pará possuem mecanismos específicos para proteger esses defensores, enquanto a maioria dos estados ainda carece de estruturas para prevenir riscos e responder adequadamente a casos de violência contra ativistas ambientais.
Além disso, a divulgação do levantamento ocorre em um contexto de tensão, marcada pela Operação Suçuarana, realizada pelo ICMBio na Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri, que provocou protestos de moradores. Durante esse evento, Raimundo Mendes de Barros, conhecido como Raimundão, primo de Chico Mendes, relatou ameaças pela sua atuação em defesa do meio ambiente. O Comitê Chico Mendes se manifestou em apoio a Raimundão, reafirmando a necessidade urgente de proteção para aqueles que defendem a floresta e as comunidades tradicionais.
Fonte: Portal Amazônia