Adnet exalta atuação de Rodrigo Santoro como João Saldanha em 'Brasil 70'
A série 'Brasil 70: A Saga do Tri', da Netflix, destaca a atuação de Rodrigo Santoro como João Saldanha, elogiada por Marcelo Adnet durante a pré-estreia.

SÃO PAULO – A nova série da Netflix, intitulada 'Brasil 70: A Saga do Tri', retrata a histórica conquista do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970. A produção mistura eventos reais e fictícios, trazendo à tona personalidades marcantes da época, entre elas João Saldanha, um influente jornalista que comandou a seleção nas eliminatórias antes de ser substituído por Zagallo.
João Saldanha, que viveu entre 1917 e 1990, era conhecido por seu temperamento forte e por suas opiniões contundentes. Na série, ele é interpretado pelo talentoso Rodrigo Santoro, que compartilha a tela com Marcelo Adnet, responsável por narrar os momentos emocionantes da competição. Em entrevista ao Estadão, Adnet não poupou elogios ao colega, afirmando: “O Rodrigo Santoro é um gênio, é um ator genial, ele estudou muito o João Saldanha”.
Adnet, que já havia se aprofundado na vida de Saldanha para um samba-enredo do Botafogo Samba Clube em 2021, expressou sua admiração pelo jornalista, que sempre foi uma figura inspiradora para ele. “Agora eu conheci, filmei ao lado do João Saldanha”, disse, destacando a autenticidade da interpretação de Santoro: “Ele era o João, fumando, mal-humorado, com observações fortes”.
Na série, Adnet interpreta Eusébio, um narrador fictício que complementa os comentários de Saldanha. Ele explicou que a relação entre os personagens é crucial, pois seu personagem idolatra Saldanha, colocando-o em um pedestal. Adnet revelou que Santoro frequentemente o desafiava a refletir sobre as emoções que deveria transmitir nas cenas, ajudando a construir uma dinâmica rica entre os dois.
Além de criar um personagem fictício, Adnet dedicou-se a entender o estilo de narração da época, assistindo a muito material histórico para capturar o tom característico dos locutores de futebol dos anos 70. “Foi muito difícil construir um tom de uma época e um registro tão específico”, comentou, mencionando a diferença no sotaque e na forma de falar dos narradores daquela época. A série, que é uma criação de Naná Xavier e Rafael Dornellas, com direção de Pedro e Paulo Morelli, será lançada na Netflix em 29 de maio.
Fonte: Amazonas Atual