Air fryer no espaço: nova era na alimentação de astronautas chineses
Astronautas da China agora contam com uma fritadeira projetada para uso na estação espacial Tiangong, permitindo assar alimentos em órbita. Equipamentos modernos visam melhorar a alimentação durante longas missões.

A China deu um passo inovador na alimentação de seus astronautas ao incorporar uma fritadeira de ar quente, conhecida como air fryer, na estação espacial Tiangong. Este equipamento foi desenvolvido especificamente para funcionar em condições de microgravidade e já faz parte da cozinha da estação, permitindo que os astronautas preparem pratos como asas de frango, carnes e bolos, conforme relatado pela agência estatal Xinhua.
A introdução da fritadeira é parte de uma atualização maior nas instalações da Tiangong, que inclui também um micro-ondas e um sistema de tratamento de água, todos adaptados para o ambiente espacial. Esses novos aparelhos são essenciais para garantir que os astronautas tenham acesso a refeições quentes e nutritivas durante suas longas permanências no espaço.
Segundo Liu Weibo, especialista do Centro de Astronautas da China, a fritadeira utiliza ar quente para cozinhar os alimentos, possuindo um sistema que remove os vapores gerados durante o processo. Além disso, o equipamento foi projetado para ser eficiente em termos de consumo de energia, um fator crucial em missões espaciais.
A modernização das instalações da Tiangong visa facilitar uma alimentação mais diversificada para os astronautas, que agora têm acesso a quase 200 tipos de alimentos diferentes, incluindo vegetais frescos e até iogurte, podendo preparar suas refeições diretamente na estação. O novo micro-ondas proporciona um aquecimento rápido, sem riscos de vazamento de radiação, o que é uma grande vantagem em um ambiente tão delicado.
A preocupação com a alimentação dos astronautas cresce à medida que as missões se tornam mais longas. A estação Tiangong, cujo nome significa Palácio Celestial, está passando por uma fase de ocupação humana de longo prazo, com planos para que tripulantes permaneçam até um ano em órbita. Com a aposentadoria prevista da Estação Espacial Internacional (ISS) no final desta década, a Tiangong se tornará uma plataforma essencial para a pesquisa e a exploração espacial, contribuindo para a futura autonomia alimentar em missões prolongadas.
Fonte: D24AM