Alckmin critica PL por apoiar fim da escala 61 devido a 'medo eleitoral'
Geraldo Alckmin afirma que PL alterou posição sobre a escala 61 por medo de consequências eleitorais. Ele defende ajuste fiscal sem penalizar aposentados.

SÃO PAULO – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que compõe a chapa presidencial ao lado de Lula (PT), declarou nesta quinta-feira (15) que membros do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 61 por 'medo eleitoral'. Alckmin fez essa afirmação durante uma coletiva de imprensa em Salvador, antes de se reunir com empresários baianos.
Ele destacou que o presidente Lula sempre defendeu o fim da escala e criticou a mudança de postura do PL, que, segundo ele, tem a intenção de reverter a decisão após as eleições. 'Na realidade, nós sempre defendemos. Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade', afirmou Alckmin, pedindo atenção à verdade dos fatos.
A declaração de Alckmin veio após o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), anunciar que votaria a favor do fim da escala 61, que foi aprovada pelo Senado na quarta-feira (14). Essa proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado. Antes, Flávio havia classificado a proposta como oportunista, mas agora parece mudar seu alinhamento.
Além de criticar a postura do PL, Alckmin também comentou sobre a necessidade de um ajuste fiscal que não penalize aposentados. Durante a coletiva, ele afirmou que é importante focar no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem afetar os que já estão aposentados. 'Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima do aposentado', disse.
O vice-presidente enfatizou que o controle das despesas deve ir acompanhado de crescimento econômico e aumento do emprego. Alckmin rejeitou estratégias que poderiam levar o país à recessão ou ao desemprego, ou que transfiram o custo do ajuste para a classe média e para a população de menor renda. 'Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar despesa', concluiu.
Fonte: Amazonas Atual