Aldo Rebelo critica uso do Fundo Amazônia e sugere nova destinação
O pré-candidato à presidência Aldo Rebelo critica a aplicação dos recursos do Fundo Amazônia e sugere que deveriam ser usados de maneira mais efetiva para o desenvolvimento da população.

O pré-candidato à presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, fez críticas contundentes sobre a utilização dos recursos do Fundo Amazônia durante uma entrevista ao jornalista Welliton Lopes, no programa Entrevistas, do canal Amazon Sat. Rebelo afirmou que o fundo foi criado com o objetivo de "interditar a Amazônia", ao invés de promover o seu desenvolvimento sustentável.
Segundo Aldo Rebelo, os recursos do Fundo Amazônia são tratados como "esmolas" oferecidas pelos países ricos, o que, segundo ele, perpetua a pobreza na região. "Você não toca na Amazônia, você não vai produzir, você não vai criar uma vaca, não vai plantar uma roça", enfatizou o pré-candidato, criticando a abordagem atual que privilegia a conservação em detrimento do uso responsável dos recursos naturais.
Durante sua fala, Rebelo recordou que, enquanto atuava como ministro do conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo Dilma Rousseff, questionou a alocação dos recursos do fundo. Ele revelou que um diretor do BNDES explicou que a destinação do dinheiro era influenciada por países doadores, como a Noruega, e por Organizações Não Governamentais (ONGs).
Rebelo também destacou a falta de investimentos diretos nas universidades e na área de ciência e tecnologia. Ele criticou o fato de que os recursos do Fundo Amazônia pareçam ser direcionados apenas para ONGs, o que considera inaceitável, já que há uma necessidade urgente de desenvolvimento nas regiões amazônicas.
O programa Entrevistas, apresentado por Welliton Lopes, visa aproximar a população amazônida das decisões políticas que impactam a região. Com episódios inéditos às terças-feiras, o programa busca promover um debate acessível sobre temas políticos, econômicos e ambientais que afetam mais de 30 milhões de pessoas na Amazônia. Para quem deseja acompanhar a entrevista completa, ela já está disponível no canal do Amazon Sat no YouTube.
Fonte: Portal Amazônia