Alter do Chão: Incêndio exige investigação rigorosa após as chamas
Após um incêndio de grandes proporções em Alter do Chão, Santarém, autoridades iniciam levantamento da área afetada e buscam apurar as causas do fogo.

A Prefeitura de Santarém anunciou que os órgãos ambientais estão realizando um levantamento da área que foi atingida pelo incêndio em Alter do Chão. As causas do fogo ainda estão sendo investigadas, incluindo a possibilidade de ação criminosa. É essencial que a investigação comece agora, após o controle das chamas.
O incêndio, que teve grandes proporções, afetou diversas áreas de savana e floresta em uma região ambientalmente protegida. As equipes de combate ao incêndio conseguiram dominar as principais frentes, mas o trabalho não deve parar com o apaga das chamas. Uma investigação minuciosa é crucial para entender o que ocorreu.
Alter do Chão já enfrentou um incêndio semelhante em 2019, que devastou cerca de 1,2 mil hectares. Naquela ocasião, uma investigação federal apontou três focos de origem do fogo, mas não foi possível identificar os responsáveis. Este incidente nos ensina que não podemos simplesmente aceitar incêndios em áreas protegidas sem uma apuração rigorosa sobre suas causas.
Com a crescente valorização turística de Alter do Chão, também surgem problemas como ocupação irregular, grilagem e desmatamento. Em dezembro de 2022, o Ministério Público Federal sugeriu a criação de unidades de conservação na região para conter esses problemas. A área de proteção ambiental de Alter do Chão, criada em 2003, ainda carece de um plano de manejo e zoneamento, o que exacerba as pressões sobre o território.
É fundamental que a investigação não busque culpados de forma precipitada, mas que se concentre em descobrir a verdade. Questões como a origem do fogo e a possível ação humana precisam ser respondidas. O contexto de emergência ambiental em Santarém, com proibições de uso do fogo e agravamento da qualidade do ar, torna a situação ainda mais alarmante, exigindo uma resposta efetiva das autoridades competentes.
Fonte: Portal Amazônia