Alternativas para Exploração de Terras Raras no Brasil São Propostas em Novo Livro
O CGEE lançou um livro que mapeia cenários e estratégias para a exploração de terras raras no Brasil, destacando a potencial indústria nacional até 2040.

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou recentemente o livro intitulado Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040. A obra, que conta com a colaboração de dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, analisa tanto o cenário nacional quanto o internacional, além de explorar as cadeias produtivas relacionadas aos elementos químicos conhecidos como terras raras.
A publicação também realiza um mapeamento das reservas minerais disponíveis no Brasil, incluindo as localizadas na Amazônia, e investiga os mercados, propondo uma exploração cooperativa desses recursos com o apoio de capital multilateral, tanto do Brasil quanto de outros países. O lançamento ocorreu durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), que aconteceu no Rio de Janeiro na quarta-feira, 1º de novembro.
Os elementos químicos classificados como terras raras são essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas, todos com uma demanda crescente no mercado global. Anderson Gomes, diretor-presidente do CGEE, destacou que o livro é um guia para transformar os recursos de terras raras do Brasil em uma vantagem competitiva no cenário mundial.
Gomes enfatizou que o Brasil precisa decidir se quer ser apenas um fornecedor de commodities, como ocorre com o minério de ferro e o petróleo, ou se deseja desenvolver uma indústria que produza componentes e equipamentos a partir dessas matérias-primas. Ele acredita que a abundância de terras raras no Brasil, que representa cerca de um quarto das reservas mundiais, oferece ao país a capacidade de determinar o futuro de sua cadeia produtiva.
Além disso, a Universidade Federal de Pernambuco está desenvolvendo um curso de pós-graduação em parceria com outras instituições para capacitar profissionais na área de terras raras e aumentar o número de pesquisadores no setor. O CGEE espera que o livro sirva de base para discussões no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que propõe a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), aguardando apreciação na comissão do Senado desde maio.
Fonte: D24AM