Amazonas mantém tradição de eleger presidente desde 1989; análise aponta diferenças
Com a vitória de Lula em 2026, o Amazonas preserva uma tradição eleitoral de quase quatro décadas. Cientista político analisa o comportamento dos eleitores no estado.

O Amazonas reafirmou sua tradição eleitoral ao escolher Luiz Inácio Lula da Silva como presidente nas eleições de 2026, realizadas no dia 25 de outubro. Desde a redemocratização em 1989, o candidato mais votado no estado sempre se tornou o presidente eleito, e o resultado deste ano não foi diferente.
No segundo turno, Lula obteve 54,02% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, ficou com 45,98%. Essa tendência histórica é compartilhada com Minas Gerais, que também votou no candidato eleito, mantendo a coincidência entre os dois estados.
O cientista político Helso Ribeiro conversou com o Grupo Rede Amazônica para discutir o comportamento eleitoral no Amazonas. Ele observou que o interior do estado tende a apoiar Lula e o PT, enquanto Manaus apresenta uma preferência maior por candidatos de centro e centro-direita. Essa diferença entre a capital e o interior é crucial para entender os resultados das eleições.
Lula teve um desempenho notável, vencendo em 57 dos 62 municípios do estado. A maior votação proporcional foi em Barreirinha, onde o presidente eleito recebeu 90,90% dos votos válidos. Em Boa Vista do Ramos e Maués, ele também obteve resultados expressivos, com 86,92% e 83,64%, respectivamente.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro se destacou em Apuí, onde conquistou 72,55% dos votos, também sendo o mais votado em Guajará, Boca do Acre e Humaitá. Ribeiro enfatizou que a investigação sobre a coincidência de votos entre o Amazonas e o resultado nacional é necessária para entender os fatores que sustentam essa sequência histórica. "Penso que ainda vai demandar estudos e estatísticas para verificar esta incrível coincidência", concluiu.
Fonte: Portal Amazônia