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Amazônia: Queimadas e desmatamento elevam emissões de carbono

Um estudo do Inpe revela que desmatamento e queimadas aumentaram as emissões de carbono na Amazônia, com impactos significativos sobre a floresta.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraAmazônia, emissões de carbono, desmatamento
Amazônia: Queimadas e desmatamento elevam emissões de carbono
Foto: Queimada recorrente aumentou emissão de carbono na Amazônia (Foto: Foto: Michael Dantas/Getty Images)

MANAUS – Um estudo recente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) destaca que o desmatamento e as queimadas são os principais responsáveis pelas emissões de carbono na Amazônia. A pesquisa, publicada na revista científica Nature nesta quarta-feira (21), analisou 15 anos de medições aéreas e revelou que as atividades humanas intensificam as emissões de carbono, especialmente em períodos de seca.

O estudo avaliou dados coletados entre 2010 e 2024 em quatro localidades da Amazônia brasileira, utilizando aviões para medir as concentrações de dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO). Os pesquisadores organizaram os dados em três grupos, considerando as condições climáticas e a pressão humana sobre a floresta, para entender melhor os impactos das queimadas e do desmatamento.

O primeiro grupo incluiu anos com mais chuvas e menos atividade humana. O segundo grupo, abrangendo de 2019 a 2022, foi marcado por um aumento de 97% no desmatamento e de 25% na área queimada, em comparação ao primeiro período. As emissões médias de carbono neste intervalo atingiram 0,43 petagrama (PgC) por ano, o que equivale a aproximadamente 1,58 bilhão de toneladas de CO₂.

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O terceiro grupo considerou os anos de 2010, 2015, 2016, 2023 e 2024, que foram caracterizados por temperaturas elevadas e períodos de seca, associados ao fenômeno El Niño. Neste conjunto, o desmatamento aumentou 22% e a área queimada cresceu 92% em relação ao primeiro grupo, resultando em um balanço médio de carbono de 0,49 PgC por ano, ou cerca de 1,80 bilhão de toneladas de CO₂, representando o maior valor entre os três grupos analisados.

Os pesquisadores notaram que as condições climáticas amplificaram o efeito das queimadas. Nos anos quentes e secos, a floresta recebeu 13% menos chuva em comparação ao primeiro grupo, enquanto as temperaturas médias foram mais altas. Além disso, a pesquisa revelou que as ignições causadas por raios representaram apenas 1,6% dos eventos em 2023 e 1% em 2024, evidenciando a forte influência humana nas queimadas. O estudo conclui que a combinação de desmatamento, degradação e secas compromete a capacidade da Amazônia de absorver carbono, tornando a floresta ainda mais vulnerável.

Fonte: Amazonas Atual

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