Pesca do tambaqui permanece liberada na Amazônia, afirma ministro
O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, garantiu que a pesca do tambaqui não será proibida, apesar de a espécie ser considerada vulnerável.

MANAUS - O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, declarou que a pesca do tambaqui não será proibida na Amazônia. A afirmação foi feita em Manaus, na quarta-feira, dia 21, mesmo após a espécie ser classificada como vulnerável e entrar na lista nacional de ameaçadas de extinção.
De acordo com o ministro, essa classificação implica na elaboração de um plano de recuperação pelo governo federal, que visa revisar as regras existentes. O objetivo é equilibrar a conservação dos estoques pesqueiros com a manutenção da pesca artesanal, fundamental para a economia e a alimentação das comunidades na região amazônica.
As novas normas para o acesso ao tambaqui serão discutidas no Comitê Permanente de Gestão da Bacia Norte, em Santarém, no Pará. Édipo Araújo enfatizou que, embora o termo 'ameaçada de extinção' possa causar preocupação, a espécie não está proibida. “O que precisa ser feito? Precisa ser construído um plano de recuperação”, afirmou.
O ministro também tranquilizou os pescadores, afirmando que estão sendo desenvolvidas ações para garantir a continuidade da pesca do tambaqui. Durante a reunião com representantes de colônias e federações de pesca, ele anunciou que o governo estuda a criação de um auxílio financeiro extraordinário para os pescadores afetados pela estiagem no Amazonas, seguindo a linha de apoio oferecida em 2023 e 2024.
Além disso, Édipo Araújo mencionou o Pronaf Azul, uma nova linha de crédito do Plano Safra 2026/2027, destinada a pescadores artesanais e aquicultores familiares. A iniciativa oferece opções de financiamento para custeio e investimento. O ministro também falou sobre a ampliação do prazo para solicitação do Seguro-Defeso, que agora permite requerimentos entre 30 dias antes e 90 dias após o início do período de defeso, além de mencionar ações voltadas à saúde das mulheres e famílias de comunidades pesqueiras.
Fonte: Amazonas Atual