Avanço tecnológico aprimora estudos sobre mercúrio no Amazonas
Pesquisadores da UEA agora contam com nova tecnologia para monitorar a contaminação por mercúrio em espécies amazônicas. Equipamentos vão acelerar análises e reduzir prazos.

O monitoramento ambiental na Amazônia recebeu um importante reforço com a instalação da maior plataforma de monitoramento de mercúrio da Região Norte. Essa nova estrutura faz parte das atividades do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM) e foi instalada na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA).
As expedições científicas do ProQAS/AM são realizadas a bordo do barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira, que foi construído e doado pelo Grupo Atem. Esse barco-laboratório é fundamental para apoiar as pesquisas ambientais desenvolvidas na região amazônica.
Com a nova tecnologia, análises que antes eram enviadas para instituições fora do estado, como a Universidade Harvard, poderão ser realizadas integralmente no Amazonas. Essa mudança não somente reduz a dependência de outros estados e do exterior, mas também representa um avanço significativo na autonomia científica regional.
Os novos equipamentos prometem acelerar o processamento dos dados obtidos nas expedições, diminuindo o prazo de entrega dos resultados de até três meses para menos de 30 dias. Esse tempo reduzido é crucial para a eficácia das pesquisas e para um entendimento mais rápido dos impactos da contaminação por mercúrio.
O Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT) será responsável pelo uso dos novos equipamentos, que possibilitarão a análise de três formas do mercúrio: metálico, iônico e metilmercúrio, este último considerado o mais tóxico. Além de identificar as diferentes espécies de mercúrio, a nova plataforma também permitirá análises isotópicas, essenciais para rastrear a origem da contaminação nos rios da Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia