Bancários de todo o Brasil rejeitam proposta da Fenaban e organizam greve
Na noite de segunda-feira, bancários de várias regiões do Brasil decidiram por uma paralisação de 24 horas após rejeitarem a proposta da Fenaban, com apoio majoritário nas assembleias.

Na noite de segunda-feira, 17 de outubro, bancários de todo o Brasil se reuniram e decidiram não aceitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Em São Paulo, quase 90% dos votantes manifestaram apoio à paralisação que ocorrerá nesta quinta-feira, 20 de outubro, impactando as operações bancárias em todo o país por pelo menos 24 horas.
Segundo informações do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, essa assembleia de caráter nacional foi convocada devido à falta de uma proposta de reajuste salarial e outras verbas por parte dos bancos, mesmo após o compromisso assumido nas negociações anteriores. As discussões em torno da pauta continuam nesta terça-feira, 18 de outubro, e se estenderão ao longo da semana.
Os bancários também terão reuniões com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal na quarta-feira, 19 de outubro, e com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na sexta, 21 de outubro. As discussões abordarão temas essenciais como aumento real de salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e melhorias nas condições de trabalho e saúde dos funcionários.
O sindicato destacou que a categoria não aceitará propostas que não apresentem avanços concretos em questões consideradas fundamentais. Além de São Paulo, a proposta da Fenaban foi igualmente rejeitada em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, onde as assembleias demonstraram uma forte oposição à oferta.
No Rio de Janeiro, por exemplo, dos 1.808 votos, 1.760 foram contra a proposta, com apenas 28 a favor e 20 abstenções. A greve de 24 horas também foi aprovada por 1.709 votantes. A Fenaban, por sua vez, expressou em nota que está em busca de um entendimento que seja satisfatório para ambas as partes, ressaltando sua experiência de 34 anos nas negociações trabalhistas.
Fonte: D24AM