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Biodigestores serão instalados em dez escolas públicas do Amazonas

O projeto Escolas do Futuro levará biodigestores a dez instituições, transformando resíduos em biogás e biofertilizante.

Carlos Eduardo Lima2 min de leiturabiodigestores, educação, sustentabilidade
Biodigestores serão instalados em dez escolas públicas do Amazonas
Foto: Projeto Escolas do Futuro é desenvolvido pela Amazônia B em parceria com a Eneva e o Instituto Ecoleta (Foto: Divulgação)

MANAUS – Dez escolas públicas do Amazonas estão prestes a receber biodigestores que transformarão resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante. A primeira unidade a ser equipada será a Escola Estadual Cid Cabral, localizada em Manaus, com a instalação programada para o dia 10 de agosto.

A iniciativa é parte do projeto denominado Escolas do Futuro, que é desenvolvido pela Amazônia B em colaboração com a Eneva e o Instituto Ecoleta. De acordo com os organizadores, cerca de 5 mil estudantes serão beneficiados com a instalação dos biodigestores em quatro escolas de Manaus, duas de Silves, duas de Itapiranga e duas de Rio Preto da Eva.

Na Escola Estadual Cid Cabral, que atende aproximadamente 250 alunos em tempo integral e realiza cerca de 750 refeições por dia, a expectativa é que cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos sejam direcionados mensalmente para o biodigestor. Esse material será convertido em biogás, que será utilizado na cozinha da escola, e em biofertilizante para as hortas e áreas verdes.

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Os responsáveis pelo projeto explicam que cada biodigestor tem capacidade para processar até 10 quilos de resíduos orgânicos diariamente. Após a instalação, o equipamento passará por um período de 25 a 30 dias para a formação da microbiota necessária para a biodigestão, iniciando assim a produção de biogás e biofertilizante.

A implementação dos biodigestores nas dez escolas deverá evitar que mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos sejam enviados a aterros sanitários anualmente. Além disso, estima-se que essa ação também reduzirá a emissão de cerca de oito toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e até 300 quilos de metano durante o mesmo período. O projeto também contempla atividades pedagógicas voltadas para educação ambiental, economia circular e bioeconomia, permitindo que os alunos participem de oficinas e visitas ao equipamento.

Fonte: Amazonas Atual

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