Tecnologia de startup amazonense monitora 10 mil mudas nativas no Cerrado
A Tree Earth, em parceria com a Kinross Brasil, inicia monitoramento de mudas nativas em Paracatu utilizando georreferenciamento e blockchain.

Mais de 10 mil mudas nativas do Cerrado estão sendo monitoradas através de uma tecnologia inovadora criada por uma startup amazonense. Este projeto piloto da Tree Earth, que conta com a parceria da Fundação Rede Amazônica e da Kinross Brasil Mineração, visa acompanhar a recuperação ambiental de mais de 10 hectares de áreas mineradas no município de Paracatu, em Minas Gerais.
A plataforma tecnológica desenvolvida pela Tree Earth utiliza georreferenciamento de alta precisão, monitoramento via satélite e blockchain para documentar cada etapa do processo de restauração ambiental. Cada muda plantada recebe um registro individual que está vinculado às suas coordenadas geográficas, permitindo um acompanhamento detalhado de sua localização, histórico de campo e evolução da área restaurada.
Segundo Vicente Tino, CEO da Tree Earth, essa tecnologia representa um novo modelo para a supervisão de projetos de restauração ecológica. “A partir de agora, cada muda contará com um histórico digital que reúne sua localização, imagens de satélite e documentação técnica, o que fortalece a rastreabilidade das ações ambientais”, afirma Tino, destacando a importância da criação de uma base confiável para a gestão de ativos ambientais.
A iniciativa também avança na implementação de um sistema de Mensuração, Reporte e Verificação (MRV), uma metodologia que organiza e documenta informações sobre projetos ambientais. Isso aumenta a transparência dos dados e a capacidade de comprovar resultados, além de facilitar auditorias e inspeções técnicas futuras.
Alessandro Nepomuceno, diretor de Sustentabilidade da Kinross Brasil Mineração, ressalta que essa iniciativa exemplifica como a transformação digital pode fortalecer a gestão ambiental. “Mais que plantar árvores, precisamos construir confiança. A agenda climática exige soluções que integrem meio ambiente, desenvolvimento social e inovação tecnológica”, conclui. O projeto, parte do Programa de Viveiros Comunitários da Kinross, também gera trabalho e renda para famílias locais, tornando-se um exemplo de como a tecnologia pode unir conservação e desenvolvimento comunitário.
Fonte: Portal Amazônia