Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e se tornam essenciais na agricultura
Os bioinsumos se destacam como alternativas sustentáveis no agronegócio, com R$ 6,2 bilhões movimentados no último ano e uma crescente adoção no manejo agrícola.

Os bioinsumos estão ganhando cada vez mais destaque no agronegócio, oferecendo soluções sustentáveis e eficientes para atender às novas demandas do mercado e da sociedade. Produzidos a partir de microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, esses insumos biológicos são fundamentais para o controle de pragas, fortalecimento das plantas e regeneração do solo, minimizando o impacto ambiental.
Esses insumos agrícolas são desenvolvidos utilizando ingredientes de origem vegetal, animal ou microbiológica, como bactérias e fungos. Eles têm como finalidade prevenir, reduzir ou erradicar pragas e doenças nas plantações, além de estimular processos fisiológicos das plantas. Com baixa toxicidade, os bioinsumos promovem uma revolução conhecida como “agricultura verde”, ajudando a proteger as lavouras e a manter o equilíbrio do ecossistema produtivo.
A tecnologia dos bioinsumos é renovável e não poluente, favorecendo a regeneração da biodiversidade, especialmente do solo. Muitos desses produtos introduzem microrganismos que fornecem nutrientes para as plantas e oferecem proteção contra doenças que podem causar danos significativos à produção agrícola, beneficiando tanto a saúde humana quanto a do meio ambiente.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro de bioinsumos movimentou impressionantes R$ 6,2 bilhões, de acordo com dados da CropData e CropLife Brasil. O uso dessas tecnologias biológicas se espalhou por 194 milhões de hectares no país, evidenciando que mesmo em tempos de dificuldades financeiras, os produtores rurais estão aumentando a adoção de soluções para proteger e nutrir suas lavouras.
O III Fórum de Bioinsumos no Agro, realizado no dia 18 de agosto em São Paulo, discutiu a evolução do mercado e a importância das tecnologias biológicas no manejo agrícola. Segundo o engenheiro agrônomo Luiz Mário Salvi, presidente da Araiby Agropecuária, o foco agora é como maximizar a utilização dessas tecnologias, reforçando que os produtores já reconhecem seu valor e buscam integrá-las em suas práticas para melhorar a eficiência produtiva e enfrentar os desafios do setor agrícola.
Fonte: Portal Amazônia