BNDES destina R$ 200 milhões para projetos de resiliência climática em Manaus
O BNDES financia R$ 200 milhões para o programa Cidades Resilientes em Manaus, visando mitigar riscos climáticos em áreas vulneráveis.

MANAUS – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 200 milhões para financiar projetos do programa Cidades Resilientes. Este valor é proveniente do Fundo Clima e será utilizado em ações voltadas para o desenvolvimento urbano sustentável e a mitigação de riscos socioambientais, com foco nas áreas mais vulneráveis da cidade.
Um convênio foi formalizado entre o BNDES e a Prefeitura de Manaus para a implementação desses projetos. Este financiamento é o primeiro aprovado dentro do programa BNDES Cidades Resilientes, que tem como objetivo apoiar municípios na estruturação de iniciativas que promovam a resiliência climática e a redução de riscos de desastres naturais.
O BNDES ficará encarregado da avaliação de riscos climáticos e da elaboração de estratégias para a resiliência climática. Isso incluirá projetos de arquitetura e engenharia, além de estudos ambientais necessários para eventuais licenciamentos, conforme explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
Barbosa destacou que a adaptação climática é um desafio significativo para o desenvolvimento urbano no Brasil. Segundo ele, os municípios estão cientes de suas necessidades e têm acesso a oportunidades de financiamento, mas enfrentam dificuldades em converter essas demandas em projetos viáveis. O programa foi pensado para unir a estruturação de projetos ao acesso ao crédito, facilitando a implementação de soluções climáticas nas cidades.
As iniciativas do projeto se concentrarão, inicialmente, em três regiões vulneráveis de Manaus: o Igarapé da Sapolândia, no bairro Alvorada, o Igarapé do Crespo, na zona sul, e a Comunidade Ouro Verde – Parque dos Tucanos, que abriga cerca de 20 mil moradores. Essas áreas enfrentam sérios problemas, como lançamento de esgoto, riscos de alagamento e infraestrutura inadequada, evidenciando a necessidade urgente de intervenções para aumentar a resiliência das comunidades.
Fonte: Amazonas Atual