Brasil carece de estratégia para exploração de minerais críticos
O Brasil tem grande potencial para diversificar a oferta de minerais críticos, mas carece de uma estratégia industrial eficaz para sua exploração.

O Brasil se destaca como um dos poucos países com potencial significativo para diversificar as cadeias globais de suprimento de minerais críticos. Os minerais críticos, segundo o IPEA, são essenciais para a soberania, a economia e a segurança alimentar, e estão sujeitos a riscos de abastecimento.
Entre esses minerais, as terras raras, que são um grupo de 17 elementos químicos, se destacam. Esses elementos, que incluem lantanídeos, escândio e ítrio, são fundamentais na fabricação de tecnologias avançadas, como ímãs de alta performance e baterias, além de serem vitais em sistemas militares, como mísseis e drones.
A escassez e a dependência externa dos minerais críticos são preocupações que afetam a economia. O IPEA menciona que a oferta desses minerais pode ser vulnerável a interrupções devido a fatores como instabilidade geopolítica e limitações tecnológicas.
O Brasil abriga a segunda maior dotação geológica de terras raras, atrás apenas da China, e possui depósitos estratégicos associados a argilas. No entanto, o país participa com uma fração reduzida da produção global e não se destaca nos segmentos de maior valor agregado, como o refino e a metalurgia.
Com a crescente competição internacional por minerais críticos, a construção de capacidades nacionais ao longo da cadeia produtiva de terras raras representa uma oportunidade econômica e uma questão estratégica para o desenvolvimento do país. A definição dos elos da cadeia em que o Brasil deseja competir é crucial para aproveitar suas riquezas minerais.
Fonte: Portal Amazônia