Brasil pode ser protagonista na transição verde e impulsionar a economia
Estudo do Instituto Clima e a Sociedade destaca o potencial do Brasil para liderar a transição ecológica, criando empregos e promovendo crescimento econômico.

O Instituto Clima e a Sociedade (iCS), em colaboração com a London School of Economics (LSE), lançou um estudo intitulado Brazils Investment-led Growth in the Ecological Transition. O documento posiciona o Brasil como a principal referência na América Latina para liderar a transição verde, um movimento global em direção à energia de baixo carbono.
O relatório destaca as vantagens naturais e industriais do Brasil, a maior economia da América do Sul, como fatores que podem impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos e promover a inclusão social. A diretora executiva do iCS, Maria Netto, afirma que o objetivo do estudo é incentivar o Brasil a explorar suas vantagens na transição ecológica.
Maria Netto explica que o relatório não sugere um abandono da conservação ou um modelo de industrialização pesada, mas propõe que o Brasil utilize melhor seus recursos, como um sistema elétrico majoritariamente renovável e uma agricultura de classe mundial. Ela enfatiza que o país pode se tornar uma referência global em energia limpa e biocombustíveis sustentáveis.
Os autores do estudo, incluindo especialistas de renome como Luiz Awazu Pereira da Silva e Jorge Arbache, ressaltam que o sucesso da transição verde depende da superação de desafios como infraestrutura deficiente e riscos de investimento. Eles alertam que as mudanças climáticas e a transformação tecnológica estão moldando novos padrões de investimento global.
O estudo também destaca que o investimento global na transição climática já ultrapassou US$ 4 trilhões e deve crescer nos próximos anos. Captar uma fração desse investimento pode aumentar o crescimento do PIB brasileiro entre 1 e 1,5 ponto percentual, além de impulsionar exportações e gerar mais empregos. Os autores concluem que o Brasil tem uma oportunidade histórica de unir crescimento econômico, liderança climática e progresso social.
Fonte: Portal Amazônia