Brasileira detida na Indonésia por tráfico de cocaína enfrenta pena severa
Uma brasileira de 36 anos foi presa em Bali com 3,6 kg de cocaína líquida e corre risco de pena de morte. O caso levanta preocupações sobre a aplicação da legislação rigorosa do país.

SÃO PAULO – Uma brasileira de 36 anos foi detida no aeroporto de Bali, na Indonésia, ao ser flagrada com cocaína líquida. A droga, que pesava cerca de 3,6 kg, estava escondida em sete frascos de xampu e cosméticos, levando a mulher a enfrentar sérias consequências legais, incluindo a possibilidade de prisão perpétua ou até pena de morte.
A legislação indonésia para crimes relacionados ao tráfico de drogas é uma das mais severas do mundo, e a pena capital está atualmente em vigor após o término de uma moratória de dez anos que se encerrou em julho. Essa moratória foi implementada em 2016, após a execução de dois brasileiros condenados pelo mesmo crime, mas a renovação da medida ainda é incerta.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil está oferecendo assistência consular à brasileira, identificada pelas iniciais TCDS, por meio da Embaixada do Brasil em Jacarta. A mulher foi presa no dia 6 de outubro e, após confessar a posse da droga, foi encaminhada para uma prisão em Bali, onde aguardará seu julgamento.
De acordo com o advogado Gustavo Paiva, que acompanha o caso, a quantidade de droga e a forma como ela estava disfarçada em embalagens de produtos comuns complicam a situação da brasileira. Embora a confissão possa trazer algum benefício, o advogado alerta que a complexidade do esquema utilizado para transportar a cocaína é considerado um agravante pelas autoridades indonésias.
Além disso, a polícia está investigando as viagens anteriores da brasileira à Indonésia, uma vez que esta é a sua terceira visita ao país. O contexto dessas viagens e a falta de uma ocupação formal que justifique a frequente presença dela no exterior levantam ainda mais suspeitas. Enquanto isso, a família da mulher, residente em Cascavel, no Paraná, está em estado de apreensão e busca apoio das autoridades brasileiras.
Fonte: Amazonas Atual