Brindes do Polo Industrial de Manaus vêm principalmente do Sudeste, explica Suframa
O Polo Industrial de Manaus gerou R$ 99,6 bilhões entre janeiro e maio de 2026, mas a compra de brindes é frequentemente feita em fornecedores do Sudeste. Veja a explicação sobre essa dinâmica.

O Polo Industrial de Manaus faturou R$ 99,6 bilhões entre janeiro e maio de 2026 e sustentou uma média de 130.605 empregos diretos por mês no período, segundo a Suframa. Por trás desses números está uma rotina administrativa pouco visível: a compra de brindes corporativos como camisetas de SIPAT, garrafas para convenções, canetas para feiras e kits de integração para novos colaboradores.
Embora seja uma linha pequena no orçamento de cada empresa, o mercado de brindes corporativos no Brasil movimentou R$ 3,1 bilhões em 2024, com ticket médio de R$ 16,20 por unidade. No Amazonas, a maioria dessas compras termina em fornecedores do Sudeste, principalmente São Paulo, que concentra estoque, parque de marcação e volume suficiente para diluir custos fixos.
O faturamento do Polo Industrial se distribui entre sete subsetores industriais com operação fabril e volume de pessoal: duas rodas (20,73%), bens de informática (20,58%), eletroeletrônico (16,20%), químico (11,05%), termoplástico (10,38%), metalúrgico (8,67%) e mecânico (6,42%). Esses subsetores compram brindes por necessidade operacional, em ocasiões específicas como SIPAT, convenções, feiras, integração e fim de ano.
As técnicas de personalização dos brindes variam e influenciam preço, prazo e lote mínimo. Serigrafia imprime cor sólida e é mais barata em volume alto, mas exige preparação de tela por cor. Impressão têxtil DTF permite arte colorida em tecido com custo maior e mínimo menor. Impressão digital UV é usada em superfícies rígidas. Gravação a laser cria marcação permanente monocromática. Bordado resiste à lavagem, com custo por ponto. Trocar técnica após aprovação da arte reinicia prazos e pode atrasar entregas.
O artigo 4º do Decreto-Lei 288/1967 equipara a exportação de mercadoria nacional para a Zona Franca de Manaus a uma exportação internacional, conferindo tratamento tributário próprio. O benefício depende do cumprimento do processo de internamento controlado pela Suframa, que exige protocolo vinculado à nota fiscal eletrônica antes do embarque e registro após conferência. Fornecedores devem ter cadastro ativo na Suframa e transportadoras credenciadas para garantir o incentivo fiscal.
O prazo para entrega soma quatro etapas: disponibilidade do produto em estoque, aprovação da arte pelo cliente, produção da personalização e transporte até o Amazonas, que geralmente envolve modal rodofluvial e janela maior que no Sudeste. A aprovação da arte é a etapa que mais atrasa e depende do comprador. Recomenda-se fechar pedidos com folga e exigir prazos por escrito no orçamento, especificando quantidade, técnica e cidade de entrega.
Orçamentos devem detalhar produto, código do modelo, material, técnica de marcação, número de cores, quantidade, prazo de produção e entrega, além do valor do frete discriminado. Fretes gratuitos geralmente valem para Sul e Sudeste; compradores em Manaus devem incluir frete no custo para comparação justa. Testar preços para quantidades diferentes ajuda a identificar se o fornecedor mantém estoque próprio ou depende de lote importado.
Por fim, o uso efetivo do brinde impacta o custo-benefício. O custo por uso é uma métrica recomendada, considerando durabilidade e frequência de uso. Comparar brindes apenas pelo preço unitário pode levar a compras que resultam em itens parados, sem exposição da marca ou utilidade para o colaborador.
Fonte: D24AM