Café, petróleo e carne brasileiros estão isentos de tarifas dos EUA
Produtos como café, petróleo, carne bovina e aeronaves não sofrerão a sobretaxa de 25% imposta pelos EUA. Brasil critica as tarifas e anuncia ações legais.

No primeiro semestre de 2023, itens como aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos representaram um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos, foram isentos do tarifaço imposto pelo governo norte-americano. A sobretaxa de 25% foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) nesta quarta-feira, 15 de novembro.
Além dos produtos mencionados, também estão fora desta nova cobrança itens como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja. A isenção foi determinada para produtos brasileiros que não são produzidos em quantidade suficiente ou a preços razoáveis nos EUA, evitando assim possíveis escassezes no mercado local.
Entretanto, diversos setores não tiveram a mesma sorte e sofrerão a taxação, incluindo ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos e maquinário agrícola. As novas tarifas devem entrar em vigor no dia 22 de novembro, após uma investigação do USTR que encontrou práticas consideradas inadequadas no comércio brasileiro.
O governo brasileiro repudia as tarifas impostas e questiona a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR. Em resposta, o Brasil anunciou que tomará medidas legais com base na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, além de levar o assunto à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Organizações do setor cafeeiro, como a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), comemoraram a isenção do café das novas tarifas. Elas ressaltaram o trabalho conjunto com a National Coffee Association (NCA) e destacaram a importância dessa vitória para as exportações brasileiras, que somam entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões anuais. Contudo, as entidades alertam para uma nova investigação do USTR que pode trazer tarifas futuras ao café brasileiro, da ordem de 12,5%. Assim, reafirmaram seu compromisso em defender a qualidade e a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.
Fonte: D24AM