Caprichoso e Garantido recebem Selo Território de Direitos em Parintins
Os bois-bumbás Caprichoso e Garantido foram reconhecidos com o Selo Território de Direitos, reforçando seu compromisso com os direitos humanos durante o Festival de Parintins.

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em colaboração com a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), concedeu o ‘Selo Território de Direitos’ aos bois-bumbás Caprichoso e Garantido. A entrega deste selo tem como objetivo reconhecer o comprometimento das agremiações em garantir os direitos humanos durante o 59º Festival de Parintins.
A primeira cerimônia de entrega aconteceu na terça-feira, 23 de agosto, na Cidade do Boi Garantido, e, no dia seguinte, 24 de agosto, o selo foi entregue ao Boi Caprichoso, no Curral Zeca Xibelão, em Parintins, que está a 369 quilômetros de Manaus. Este reconhecimento é um passo importante para a promoção dos direitos humanos na festividade.
Segundo a secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, o selo não apenas simboliza um reconhecimento, mas também um avanço nas parcerias que buscam responsabilidade em relação às violações de direitos. “É uma segurança para cada turista e cada pessoa que vem prestigiar o festival, saber que os bois estão preparados para denunciar e realizar os devidos acolhimentos em casos de violações”, ressaltou.
A certificação foi fruto de uma capacitação promovida pela Sejusc em maio deste ano, através do Circuito de Justiça e Direitos Humanos. Esse treinamento preparou equipes dos bumbás para identificar violações, oferecer acolhimento humanizado e encaminhar os casos adequadamente durante o festival, fortalecendo o papel dos bumbás como defensores dos direitos humanos.
Os presidentes dos bois-bumbás expressaram seu compromisso com as causas sociais. Rossy Amoedo, do Boi Caprichoso, destacou que o reconhecimento reforça a responsabilidade da agremiação com a sua comunidade. Fred Góes, do Boi Garantido, enfatizou que a nação encarnada sempre estará engajada na defesa dos direitos humanos, afirmando que essa é uma ação natural e um dever cívico que prioriza o lado humano das pessoas.
Fonte: D24AM