Cármen Lúcia destaca que a democracia é do povo, não de instituições
Durante o lançamento de seu livro, Cármen Lúcia enfatizou que a democracia deve ser exercida diariamente pela população e não apenas nas eleições.

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que a democracia está nas mãos do povo e não nas instituições, durante o lançamento de seu livro Pela mão do povo — Democracia e voto no Brasil, na última quinta-feira (23), durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty.
Coautorado pela cientista política Heloisa Starling e organizado pela historiadora Nayara Henriques Pinto, o livro explora a trajetória da democracia brasileira, refletindo sobre as eleições, as leis e a cidadania no país. Cármen Lúcia também participará, nesta sexta-feira (24), de uma mesa no evento com o tema Estado de sítio, estado de sido, estase, às 13h30, que será transmitida ao vivo.
A ministra ressaltou a importância do direito ao voto e a necessidade de que os brasileiros valorizem as conquistas democráticas, alertando que o voto não deve ser visto como a única forma de participação cidadã. “Todos os dias nós podemos fazer alguma coisa”, afirmou, estimulando a união do povo para fortalecer a democracia.
Em relação às recentes contestações sobre a idoneidade das urnas eletrônicas, Cármen Lúcia defendeu a segurança do sistema, afirmando que ele passa por auditorias constantes e que nunca houve comprovações de falhas. “Eu sou cidadã brasileira e tenho absoluta certeza da segurança do processo eleitoral”, garantiu.
A ministra destacou a fragilidade da democracia em diversos lugares do mundo e enfatizou que a transformação social deve partir da mobilização popular, citando a Lei da Ficha Limpa, que nasceu da pressão da população. Para ela, a arte e a literatura são essenciais para a democracia, pois promovem a liberdade de expressão e a reflexão crítica, afirmando que “sem arte e cultura não se tem democracia”.
Fonte: D24AM