Casal do Amapá enfrenta frio intenso nos Andes em jornada de moto
Gilberto e Regiane Araújo viajaram de Macapá até o Peru, superando desafios a mais de 5 mil metros de altitude. A aventura incluiu dificuldades nas estradas e um acidente na volta.

Gilberto Araújo, de 59 anos, e sua esposa, a historiadora Regiane Araújo, de 55 anos, realizaram uma impressionante aventura de moto pela América do Sul, partindo da Praia do Goiabal, em Macapá, Amapá, até alcançar a costa do Oceano Pacífico, no Peru.
A ideia de cruzar o continente pela desafiadora Cordilheira dos Andes surgiu após um incentivo de um colega de trabalho de Goiás. Gilberto conta que, ao voltar do Peru em 2025, começou a organizar a próxima viagem, planejando todo o trajeto durante um ano. A expedição, que inicialmente seria solo, teve um desvio quando Regiane decidiu se juntar ao marido na aventura.
A entrada de Regiane na viagem exigiu uma revisão completa do planejamento, ajustando o itinerário ao período de 30 dias de férias de Gilberto. O motociclista enfatiza a coragem da esposa, afirmando que “ela foi muito guerreira, nenhuma mulher da idade dela teria conseguido superar o que ela superou”. No final, a jornada se estendeu por 22 dias.
O trajeto enfrentou milhares de quilômetros de estradas de terra no Pará, além de travessias de balsa e rodovias no Amazonas, Rondônia e Acre, até chegarem à alfândega de Assis Brasil, no Acre. A aventura no Peru levou o casal a cidades como Porto Maldonado e Arequipa, onde enfrentaram o relevo acentuado e as baixas temperaturas da Cordilheira dos Andes.
Durante a travessia a quase 5 mil metros de altitude, o casal sentiu os efeitos do mal da montanha, que se manifesta com fortes dores de cabeça e enjoo. Gilberto relembra que “passamos dificuldade a aproximadamente 5 mil metros de altitude e a água congelou nos recipientes”. Apesar das dificuldades nos Andes, o momento mais complicado ocorreu na volta ao Brasil, entre Itaituba, no Pará, e Humaitá, no Amazonas, na Rodovia Transamazônica, onde um acidente de moto exigiu uma mudança rápida de estratégia para concluir a jornada. “É mais difícil passar pela Transamazônica do que pelas Cordilheiras”, afirma Gilberto, que já não descarta novas expedições no futuro.
Fonte: Portal Amazônia