Cerca de 2 milhões de brasileiros trabalham por aplicativos em 2025
Dados do IBGE mostram que 2 milhões de pessoas no Brasil utilizam aplicativos para trabalho, com maioria atuando por conta própria e enfrentando jornadas longas.

Em 2025, aproximadamente 2 milhões de brasileiros estavam empregados através de aplicativos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maioria desses trabalhadores atua de forma autônoma, com jornadas semanais que superam as dos demais ocupados no setor privado e uma remuneração inferior por hora trabalhada.
A pesquisa identificou que cerca de 1,959 milhão desses trabalhadores representam 1,9% do total de ocupados no Brasil. Dentre eles, aproximadamente 1,2 milhão são motoristas de aplicativos de transporte, como Uber e 99, enquanto 376 mil atuam como entregadores de alimentos e produtos para plataformas como Rappi e iFood.
O levantamento do IBGE também incluiu trabalhadores em serviços gerais, como designers e tradutores, totalizando 313 mil pessoas nessa categoria, que corresponde a 16% dos plataformizados. Além disso, a atividade econômica de transporte, armazenagem e correios apresentou a maior participação de trabalhadores por aplicativo, com 75% dos ocupados nesse setor utilizando plataformas digitais.
É importante notar que a Pnad sobre trabalho por plataforma é considerada experimental, pois está em fase de teste e avaliação. As edições anteriores da pesquisa, realizadas em 2022 e 2024, focaram apenas naqueles que utilizavam os aplicativos como ocupação principal. Com isso, o número de 2 milhões de plataformizados em 2025 não é comparável aos dados de anos anteriores.
Outro dado relevante é que, em 2025, o rendimento médio mensal dos trabalhadores por aplicativo foi de R$ 3.147, semelhante ao dos não plataformizados. No entanto, esses trabalhadores enfrentam uma jornada de 44,7 horas semanais, superior à média de 39,3 horas dos demais, resultando em um rendimento-hora de R$ 16,2, 12% inferior ao de seus colegas não plataformizados. A pesquisa também destacou a alta informalidade entre esses trabalhadores, que muitas vezes não contam com garantias como férias e 13º salário.
Fonte: D24AM