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Chip com IA e saliva detecta metástase de câncer bucal com precisão

Cientistas brasileiros desenvolveram um biossensor que usa saliva e inteligência artificial para detectar metástase de câncer de boca, prometendo inovação no diagnóstico.

Ana Beatriz Souza2 min de leituracâncer, tecnologia, saúde
Chip com IA e saliva detecta metástase de câncer bucal com precisão
Foto: (Foto: CNPEM/divulgação)

Em Brasília, a pesquisa desenvolvida por cientistas brasileiros introduziu um avanço significativo na área da saúde: um biossensor em formato de chip que, em conjunto com a inteligência artificial, é capaz de identificar sinais de metástase do câncer de boca a partir de uma simples amostra de saliva. Essa técnica inovadora já é utilizada na detecção de vírus, bactérias e sequenciamento de DNA, mas agora vai além, prometendo um novo método de diagnóstico.

O projeto é coordenado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas, São Paulo, e recebeu um novo impulso em 2026, ao ser integrado ao Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. Essa iniciativa do Ministério da Saúde visa acelerar o desenvolvimento e a oferta de tecnologias avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer a soberania nacional no setor de saúde.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, enfatizou que o objetivo do programa é encurtar o tempo que leva para transformar pesquisa em produtos disponíveis nas farmácias, que historicamente pode ultrapassar 10 anos. O programa busca superar os desafios que costumam atrasar projetos promissores, promovendo a inovação radical no desenvolvimento de novos medicamentos e produtos de saúde de ponta.

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De acordo com a pesquisadora Adriana Franco Paes Leme, que lidera o Núcleo de Tecnologia em Proteômica do CNPEM, a pesquisa anterior utilizou 60 amostras de pacientes, mas agora o volume de amostras será ampliado para quase 800, graças à colaboração com institutos de renome como o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Essa parceria com o Hospital Sírio Libanês, que facilitará o acesso a pacientes e validação clínica, é um passo crucial para aumentar a precisão do biossensor, que já possui uma acurácia de 76%.

O biossensor, que utiliza princípios semelhantes aos microchips de smartphones, emprega espectroscopia de impedância eletroquímica para detectar biomarcadores de metástase a partir da saliva. Essa tecnologia inovadora não só substitui o uso de equipamentos laboratoriais caros, mas também representa uma nova etapa na pesquisa de saúde no Brasil. Com a criação de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento no CNPEM, o país se posiciona para se tornar um líder em biotecnologia, com a capacidade de transformar pesquisas em soluções eficazes para a saúde pública.

Fonte: D24AM

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