Brasil registra 1.347 mortes maternas em 2024, aponta estudo
Em 2024, o Brasil contabilizou 1.347 mortes de mulheres durante a gestação, com uma taxa de mortalidade de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo dados do SIM-Datasus.

O Brasil continua enfrentando um grave problema de mortalidade materna, com 1.347 mulheres perdendo a vida durante a gestação ou até 42 dias após o parto em 2024. A taxa de mortalidade materna no país é alarmante, alcançando 56,4 mortes para cada 100 mil nascidos vivos, conforme revela o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus).
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a maior parte dessas mortes, cerca de 90%, são consideradas evitáveis. O Brasil estabeleceu como meta reduzir essa taxa para 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até o ano de 2030, um desafio que exige ações eficazes e urgentes na saúde materna.
O Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, celebrado em 28 de maio, tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a saúde das mulheres e garantir os direitos das gestantes e puérperas. Maria Isabel Peixoto, chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola UFRJ, ressalta a importância de um pré-natal de qualidade para prevenir complicações e assegurar um parto seguro.
As principais causas de mortes maternas no Brasil incluem síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. Essas causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% dos óbitos maternos, evidenciando a necessidade de um cuidado mais eficaz durante a gestação e após o parto.
O governo federal lançou em 2024 o programa Rede Alyne, com o objetivo de reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial na população negra, onde a meta é uma diminuição de 50%. Essa iniciativa, que homenageia Alyne Pimentel, uma jovem negra que faleceu em 2002 por falta de atendimento, visa oferecer um cuidado humanizado e integral, abordando as desigualdades raciais e regionais.
Fonte: Amazonas Atual